Incidente no Mar Negro expõe disputa tecnológica

O sistema com que o Su-24 havia chocado o destróier americano Donald Cook tem o nome convencional de Khibíni Foto: wikipedia.org

O sistema com que o Su-24 havia chocado o destróier americano Donald Cook tem o nome convencional de Khibíni Foto: wikipedia.org

Su-24 equipado com um o sistema de neutralização radioeletrônica de última geração paralisou no mar Negro o mais sofisticado sistema americano de combate Aegis, a bordo do destróier Donald Cook.

Na semana passada, foi discutido ativamente na internet russa um comunicado de como um bombardeiro da frente russo Su-24 equipado com um o sistema de neutralização radioeletrônica de última geração paralisou no mar Negro o mais sofisticado sistema americano de combate Aegis a bordo do destroier Donald Cook.

O destroier participava das manobras americano-romenas.

“Destaque-se que a entrada de navios militares americanos neste espaço aquático contraria a convenção sobre o caráter e os prazos de permanência no mar Negro de embarcações de guerra dos países não banhados por este mar”, diz Pavel Zolotarev, perito em assuntos políticos.

A Rússia, por seu lado, enviou um avião desarmado Su-24 para sobrevoar o destroier americano.

O Aegis ainda de longe teria interceptado a aproximação do avião dando alerta de combate. Tudo decorria como de hábito, tendo os radares calculado a distância até o alvo. Mas de repente todos as telas se apagaram. O Aegis deixou de funcionar e os mísseis não receberam a indicação do alvo. Entretanto, o SU-24 sobrevoou a coberta do destroier, fez uma virada de combate e imitou um ataque de mísseis. Depois fez uma volta e repetiu durante 12 vezes consecutivas a manobra.

Após o incidente, o Donald Cook entrou com urgência num porto da Romênia.

Quais podem ser as consequências militares do incidente no Mar Negro?

“A meu ver, os americanos irão refletir sobre o aperfeiçoamento do sistema Aegis. Este é o puro lado militar. Mas é pouco provável que politicamente sejam dados quaisquer passos por uma ou outra parte. Essas ações são suficientes. Entretanto, este é um momento desagradável para os americanos. Em geral, o sistema de DAM, que estão desenvolvendo, absorve meios colossais e é necessário provar cada vez que eles devem ser canalizados do orçamento. Ao mesmo tempo, a componente terrestre do sistema de DAM –contramísseis em poços– foi testado em condições ideais, mostrando uma baixa eficácia. Este fato é escondido minuciosamente pelo Pentágono. O mais sofisticado sistema Aegis de estacionamento marítimo também revelou neste caso seus defeitos”, diz Zolotarev.

O sistema com que o Su-24 havia chocado o destróier americano Donald Cook tem o nome convencional de Khibíni, como se chama um maciço na península de Kola, na região polar da Rússia.

O Khibini é um sistema de neutralização radioeletrônica de última geração com que serão equipados todos os aviões prometedores russos. Há pouco o sistema foi testado em exercícios num polígono na Buriátia. Pelo visto, os testes foram bem-sucedidos. Ainda são aguardados testes do sistema em condições próximas de combate.

Confira o infográfico na íntegra

 

Publicado originalmente pela Voz da Rússia

 

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