Fuzil automático AK-47 se transforma em marca registrada

Ainda no tempo da União Soviética, foram emitidas 24 licenças para a sua produção nos países do Bloco Oriental Foto: Reuters/Vostok Photo

Ainda no tempo da União Soviética, foram emitidas 24 licenças para a sua produção nos países do Bloco Oriental Foto: Reuters/Vostok Photo

Grupo empresarial Kalashnikov, no qual está incluída a fábrica de Ijevsk, que produz um dos mais famosos fuzis automáticos do mundo, decidiu se proteger contra cópias ilegais. Representantes da empresa solicitaram o registo de imagens tridimensionais dos fuzis automáticos AK-47, AK-74 e AKM como marcas registradas.

Se a solicitação do grupo Kalashnikov for deferida, não será mais possível utilizar, em território russo, a imagem do fuzil automático na fabricação de mercadorias diversas, desde brinquedos e desodorantes até videogames, sem o consentimento da empresa. A importação de produtos semelhantes para o território da Federação Russa também ficará proibida.

“O nosso desafio é promover a marca, incluindo a do fuzil automático. Estamos protegendo os nossos produtos”, explicou um representante da companhia. O grupo não exclui a possibilidade de registrar os seus direitos sobre a imagem também no exterior.

 

Cabe lembrar que, pouco antes de falecer, no ano passado, o inventor do fuzil, Mikhail Kalashnikov, já havia vencido um processo contra a empresa suíça Vinista, que utilizara o seu nome ilegalmente como em uma bebida energética.

O Tribunal de Paris, onde foi registrada a empresa que deveria se ocupar da distribuição da bebida, reconheceu que o nome “foi usado para fins comerciais, com a única intenção de atrair o maior interesse possível”. Os produtores responsáveis tiveram que desistir do nome, além de pagar uma indenização no valor de 10 mil euros.

Falsificação em massa

Ainda no tempo da União Soviética, foram emitidas 24 licenças para a sua produção nos países do Bloco Oriental. De acordo com Aleksandr Zavarzin, consultor em comércio exterior do grupo Kalashnikov, apesar de essas licenças soviéticas terem expirado há muito tempo, uma série de empresas continuam a fabricar AK sem documentos formais.

Ao todo, os fuzis automáticos Kalashnikov são produzidos atualmente por empresas de 20 países. Os representantes da Rosoboronexport, agência russa de exportação de armas, e do grupo Kalashnikov revelam que metade dos mais de 100 milhões de fuzis Kalashnikov produzidos no mundo é falsificada. 

 

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