Brasil, Chile e Peru devem assinar contratos de armas com a Rússia

Enviados da maior empresa estatal de vendas de armamento russo ao exterior, a Rosoboronexport, se encontraram com representantes de mais de 20 países interessados na adquisição de tanques, fuzis e aviões russos, entre eles o Brasil. A informação é do jornal russo "Kommersant".

Representantes da Rosoboronexport, maior empresa estatal de vendas de armamento russo ao exterior, se reuniram recentemente com militares brasileiros, um dos interessados na aquisição de armamento russo.

“Queremos assinar o acordo para a compra dos sistema de defesa antiaérea Pantsir-S1 em junho ou julho de 2014”, disse um membro da delegação. "Além dos Pantsir-S1, o Brasil comprará sistemas de defesa antiaérea Igla-s. No entanto, os valores ainda são segredo", completou.

Além disso, ainda de acordo com “Kommersant”, o Ministério da Defesa do Brasil declarou oficialmente que o país não vai adquirir caças Su-35. No entanto, as partes continuarão as negociações sobre a compra dos aviões Yak-130 UBS.

O Yak-130 é um avião militar de treinamento moderno, que não só permite treinar pilotos para pilotar aviões de quarta e quinta gerações, mas também é capaz de desempenhar funções militares em todas as condições meteorológicas, aterrissar em terreno irregular e alcançar alvos em voo e no solo. Ele pode se transformar em um avião de assalto ligeiro.

A principal vantagem do Yak-130 como avião de exportação, é que, graças ao seu equipamento e software, ele pode ser usado para treinar pilotos de aviões estrangeiros.

Fonte: YouTube

O primeiro lote de 16 aviões Yak-130 foi adquirido pelas Forças Armadas da Argélia em 2011.

Nos países da América Latina, o Yak-130 poderá ser usado no combate ao terrorismo e nos conflitos locais.

Chile e Peru

Já durante encontros com militares chilenos, foi discutida a venda de caminhões Kamaz e Ural, de aviões Yak-130 e de fuzis Kalashnikov-100.  Os chilenos também mostraram interesse em radares Podsolnukh-E e sistemas de defesa antiaérea Igla-S. Ambas as partes confirmaram a possibilidade de continuar as negociações sobre a venda de helicópteros: em 2010, Chile e Rússia assinaram contratos para a venda de seis helicópteros Mi-17, mas após o terremoto no Chile, a cooperação foi congelada.

De acordo com uma fonte do “Kommersant” na delegação, os peruanos também mostraram interesse no aumento da cooperação técnico-militar com a Rússia. O dois países querem assinar contrato para a compra de tanques T-90S. As partes discutiram a possibilidade da negociação de 100 veículos blindados BTR-80A, embora a decisão final ainda não tenha sido tomada.

 

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