Rússia está entre os países que mais aumentaram despesas militares

Venezuela, Peru e Brasil são os mercados mais importantes e promissores para a Rússia Foto: AP

Venezuela, Peru e Brasil são os mercados mais importantes e promissores para a Rússia Foto: AP

Embora a Rússia e a China encabecem o ranking dos países que mais investem em defesa, o Oriente Médio é a região com um crescimento mais rápido, aponta estudo do Instituto Internacional de Estudos de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês).

Enquanto os países ocidentais continuam a cortar os gastos militares, a Federação da Rússia, junto com a China, encabeça a lista dos que aumentam os orçamentos de defesa. Países latino-americanos, como o Brasil, Peru e Venezuela, acompanham essa tendência, comprando armas russas.

De acordo com os dados do Instituto Internacional de Estudos de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês), um dos “think-tanks” mais reconhecidos na área das relações internacionais, em 2014, os gastos militares globais vão aumentar pela primeira vez desde 2009. A implementação do programa de rearmamento e modernização da defesa da Federação da Rússia contribui significativamente para essa tendência. Esse plano é o maior desde o fim da União Soviética. De acordo com o programa, em 2014, o orçamento militar aumentará 13% e, durante os próximos seis anos, o setor receberá mais de US$ 700 bilhões de investimentos.

A China também está entre os países que aumentam os investimentos na área. De acordo com as estimativas dos especialistas, até 2015, o país vai investir mais na indústria militar que a Alemanha, a França e o Reino Unido combinados. Em 2024, as despesas militares da China deverão ultrapassar as da toda a Europa Ocidental. De acordo com os dados do Sipri, embora a Rússia e a China encabecem o ranking dos países que mais investem em defesa, o Oriente Médio é a região com um crescimento mais rápido.

Sentido contrário

Enquanto a indústria militar dos países ocidentais está passando por um processo de desinvestimento, a Federação da Rússia está aumentando a venda de armas. Seus principais compradores são Índia, China, Vietnã, Indonésia, Venezuela, Argélia e Malásia.

Embora os países América Latina historicamente tenham orçamentos de relativamente pequenos, em 2013, a região gastou mais de US$ 1,5 bilhões em armas russas. O principal produto é o helicóptero Mi-17.

A Rússia já vendeu cerca de 400 helicópteros, mais de 130 mil carros Lada e caminhões pesados Ural para os países da região. De acordo com os dados do Sipri, o aumento dos gastos militares na América Latina é ligado à luta contra o narcotráfico e ao crime organizado.

Venezuela, Peru e Brasil são os mercados mais importantes e promissores para a Rússia. Em entrevista à Gazeta Russa, o assessor da agência estatal russa Rosoboronexport, Serguêi Goreslávski, disse que o Brasil é um dos mercados mais promissores para a realização de projetos de cooperação técnico-militar e desenvolvimento conjunto de alta tecnologia.

De acordo com o relatório anual "The Military Balance 2014", do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (Iiss, na sigla em inglês), em 2013, a Venezuela mostrou o maior crescimento de gastos militares. A Rússia se tornou um aliado estratégico, enquanto os Estados Unidos proibiram o fornecimento de armamento ao país sul-americano.

O Peru também escolheu armamento russo e assinou acordos com Moscou, que também incluem a construção de um centro de manutenção e reparação de helicópteros.

A Rússia está interessada na expansão do comércio na região e, em março de 2014, participará da Feira de Defesa FIDAE 2014, que será realizada no Chile.

 

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