Kremlin acusado de espionagem em empresas estrangeiras

Virus teve como principal alvo EUA, Europa e Japão Foto: Shutterstock / Legion Media

Virus teve como principal alvo EUA, Europa e Japão Foto: Shutterstock / Legion Media

A empresa norte-americana CrowdStrike, especializada na criação de programas de proteção contra ataques cibernéticos, acusou a Rússia de espiar maciçamente empresas estrangeiras recorrendo aos serviços de hackers.

Em relatório publicado nesta quarta-feira (22), a CrowdStrike cita um grupo russo de hackers, o Energetic Bear, que teria espionado inúmeras empresas de energia ao longo dos últimos dois anos. O vírus, que atingiu computadores de 23 países através de um código inserido no Adobe Reader, teve como principal alvo os EUA, a Europa e o Japão.

Acredita-se, porém, que o Energetic Bear estaria trabalhando para estruturas governamentais da Rússia. Baseando-se em parâmetros técnicos, bem como no conteúdo invadido pelos hackers, o diretor-técnico da CrowdStrike, Dmítri Alperovitch, acusou abertamente o Kremlin de espiar empresas ocidentais e asiáticas.

Um dos mais conceituados analistas de vírus cibernéticos da ESET, Artiom Baranov, explica que a informação da CrowdStrike é bastante convincente. “O relatório apresenta provas que ligam China, Rússia e outros países a ataques contra várias empresas”, frisou. No entanto, Baranov declarou que não dispõe de informações sobre o suposto grupo de hackers Energetic Bear.

Os especialistas da desenvolvedora russa Kaspersky Lab acrescentaram ser difícil tirar conclusões rigorosas com base em único relatório devido à escassez de informações.

No ano passado, a agência Bloomberg publicou uma lista de autores de ataques cibernéticos em que três quartos das invasões são originárias de apenas 10 países. Na primeira posição está a China (41% dos ataques), seguida pelos EUA (10%). A Rússia veio em quarto lugar, com 4,3%.

 

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