Sucesso marca testes com novo míssil intercontinental RS-24

A maioria dos complexos móveis e subterrâneos Yars serão deslocados nas florestas dos Urais e da Sibéria Foto: RIA Nóvosti

A maioria dos complexos móveis e subterrâneos Yars serão deslocados nas florestas dos Urais e da Sibéria Foto: RIA Nóvosti

O primeiro lançamento do complexo de mísseis Yars desde uma base subterrânea em Arkhangelsk foi bem sucedido.

Na véspera de Natal, a Rússia realizou com sucesso o primeiro lançamento do míssil balístico estratégico do complexo Yars (RS-24, ou SS-29, segundo a classificação da OTAN) desde uma base subterrânea no Cosmódromo de Plesetsk, na região de Arkhangelsk.

As cabeças de mísseis alcançaram todos os objetivos, declarou aos jornalistas o coronel Ígor Iegorov, representante da Força Estratégica de Mísseis da Rússia (RVSN na sigla em russo).

De acordo com Iegorov, o principal objetivo do teste era a “confirmação da funcionalidade, eficiência, segurança e características técnicas de voo e precisão do complexo de mísseis em condições parecidas às de guerra". O coronel não deixou claro o que são exatamente as condições "parecidas às de guerra", mas acredita-se que o lançamento foi realizado durante uma simulação de atentado terrorista e a ordem de lançamento do míssil foi inesperada. Além disso, a equipe teve que trabalhar com uma proteção especial contra armas químicas e radiação.

Os testes anteriores do Yars no cosmódromo de Pleseck haviam sido realizados desde uma estação de lançamento móvel.

Estações

As estações móveis Yars fazem parte da divisão de mísseis Ivánovskaia, Taguílskaia e Novosibirskaia. Em 2014, o Ministério da Defesa russo começará o rearmamento dos complexos missilísticos de Níjni Taguil e Novosibirsk com complexos móveis Yars.

Os RS-24 também entrarão no armamento da divisão de mísseis na região de Kalújskaia. Eles substituirão os complexos RS-18 de seis ogivas (de acordo com a classificação da OTAN, SS-19 Stiletto).

A maioria dos complexos móveis e subterrâneos Yars serão deslocados nas florestas dos Urais e da Sibéria.

Segundo o acordo de armas estratégicas entre a Rússia e os Estados Unidos, todas as coordenadas geográficas dos complexos são conhecidas. Os americanos possuem até mesmo os dados sobre as localizações das estações móveis. No entanto, até os satélites mais novos nunca poderão localizar e fotografar essas estações.

De acordo com o ministro da Defesa russo, Serguêi Choigu, as Forças Armadas estão realizando um trabalho para não quebrar o sistema de equilíbrio estratégico de armas nucleares.

“Um dos principais objetivos da construção militar é o apoio e a modernização das forças militares estratégicas. A inclusão de mísseis balísticos intercontinentais RS-24 é motivada pela necessidade de reforçar as possibilidades para superar os sistemas de defesa antimísseis e aumentar o potencial do braço nuclear terrestre das Forças Armadas da Rússia”, disse o ministro.

De acordo com o comandante-geral da Força Estratégica de Mísseis da Rússia, Serguêi Karakaev, os RS-24 não são a única inovação russa. Entre 2018 e 2020, a Força Estratégica de Mísseis da Rússia receberá o míssil balístico pesado chamado Sarmat, que substituirá o complexo de o RS-20V, com 10 ogivas nucleares (também conhecido como Voievoda e, segundo a classificação da OTAN, SS-18 “Satan”). Além disso, o complexo ferroviário de lançamento de mísseis da Rússia também receberá um novo míssil balístico.

Segundo Karakaev, tudo isso deve compensar as perdas que ocorreram por causa do abandono dos mísseis que já esgotaram o seu período de garantia.   

 

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