Hackers são promessa de reforço à segurança cibernética

Projeto elaborado por senadores russos pressupõe trabalho conjunto com esquadrões cibernéticos.

Foto: Shutterstock.com

Os hackers russos são responsáveis por um prejuízo de US$ 2 bilhões anuais, e as estatísticas mostram que a frequência de ataques a sites de agências governamentais aumentou consideravelmente em 2013. Como resposta a essas ameaças, o governo decidiu elaborar a Estratégia de Segurança Cibernética em conjunto com representantes de empresas e organizações não governamentais.

“As consequências dos ataques cibernéticos podem ser catastróficas”, diz Ruslan Gattarov, chefe da Comissão Interina do Conselho da Federação para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação. Segundo ele, é preciso “formular um modelo de ameaças à segurança cibernética da Rússia” e determinar “modelos de orientação e medidas para combater as ameaças”.

Para tanto, o Conselho da Federação (senado russo) está propondo a utilização de serviços dos chamados “hackers limpos”, isto é, especialistas sem qualquer ligação a estruturas criminais e com prática em detectar vulnerabilidades nos sistemas de informação.

“Os esquadrões cibernéticos russos irão realizar inspecções periódicas dos sites protegidos de agências governamentais e criar um sistema de detecção de ataques a computadores em recursos de informação russos, sejam eles públicos e ou corporativos”, explica Gattarov.

Os autores do projeto sugerem também que seja intensificada a responsabilização por crimes cibernéticos, assim como o apoio a empresas nacionais de TI por meio de de incentivos fiscais e a substituição de softwares estrangeiros por nacionais.

O documento final ficará disponível por um mês em plataformas on-line, para que o público geral possa fazer sugestões e comentários. Ao fim desse período, um grupo de trabalho especial irá resumir as propostas recebidas e preparar a versão final do projeto.

Além dos itens básicos, a Estratégia recomenda ainda a introdução da disciplina “educação cibernética” nas instituições de ensino básico e superior, mediante aprovação do Ministério da Educação e Ciência da Rússia.

A iniciativa russa está alinhada à tendência de diversas potências mundiais, incluindo os EUA. Na estratégia norte-americana, os ciberataques são equiparados a ações militares e, portanto, passíveis de contra-ataque.

 

Publicado originalmente pela Rossiyskaya Gazeta

 

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