Cruzador nuclear vai reforçar segurança das Olimpíadas de Sôtchi

Mísseis de navio posicionado no Mediterrâneo serão capazes de rechaçar eventuais ameaças Foto: ITAR-TASS

Mísseis de navio posicionado no Mediterrâneo serão capazes de rechaçar eventuais ameaças Foto: ITAR-TASS

Navio nuclear Piotr Velíki (Pedro, o Grande) conseguirá cobrir a aproximação de mísseis de todas as direções, mesmo estando posicionado no mar Mediterrâneo. Especialista militar acredita que iniciativa russa podem esconder outros interesses.

Apesar da impossibilidade de entrar com um navio nuclear nos mares Negro e Báltico, devido a acordos marítimos internacionais, o cruzador será usado para garantir a segurança das Olimpíadas de Inverno de Sôtchi, em 2014, a partir do mar Mediterrâneo.

A Marinha russa ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas a possibilidade foi reforçada em documentos da agência russa Rosoboronpostavka referente à modernização dos equipamentos do navio “no âmbito dos eventos de Sôtchi em 2014”.

De acordo com o contra-almirante Vladímir Zakharov, o Piotr Velíki será capaz de cobrir todos os voos que se aproximem da área de Sôtchi, uma vez que os mísseis de longo alcance do cruzador são suficientes para rechaçar eventuais ameaças.

“Posicionado no mar Egeu, perto do Chipre, o cruzador consegue cobrir a aproximação de mísseis de todas as direções. A partir dele, a informação pode chegar à sala de controle e todos os outros navios estarão no mar Negro”, explica Zakharov.

O especialista militar em conflitos armados Viatcheslav Tseluiko considera inadequada a utilização de um “navio tão sério” para proteger as Olimpíadas de possíveis ameaças. “Tenho dificuldade em imaginar uma ameaça tamanha aos Jogos Olímpicos cuja defesa exija um cruzador lança-mísseis de propulsão nuclear”, diz Tseluiko.

Segundo ele, a proteção das Olimpíadas e a presença do cruzador nuclear no Mediterrâneo não tem necessariamente relação entre si. “O uso de Piotr Velíki para proteger os Jogos Olímpicos pode ser a versão oficial, mas, na realidade, os objetivos serem bastante diferentes. Ele tem mais utilidade no Mediterrâneo do que no mar Negro”, acrescenta Tseluiko.

 

Publicado originalmente pelo Izvéstia

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