Apesar das dificuldades relacionadas à força, mulheres "aprendem mais rápido" Foto: Seguêi Mikheev
No ano passado, quase 50 mil russas serviam no Exército e Marinha nacional – a mesma quantidade de mulheres que desempenhavam funções civis. Mas até então não havia tanquistas entre elas.
As primeiras equipes femininas acabam de ser formadas na Brigada de Infantaria Motorizada da Associação Militar da região de Amur, depois que o Ministério da Defesa decidiu que a competição de Biatlo de tanques seria realizada anualmente para ambos os sexos.
Durante este semestre, seis moças vão aprender a dominar os veículos de combate, e no próximo ano elas irão participar das competições. “A prática demonstrou que a experiência com o Biatlo de tanques obteve êxito entre as tripulações masculinas. Todos gostaram e agora foi decidido tentar realizar o evento com as equipes femininas”, diz o vice-comandante da brigada, coronel Vassíli Muchlanov.
Antes do início dos exercícios práticos, as moças foram treinadas em simuladores durante um mês. O regulamento e os requisitos para a formação são os mesmos para homens e mulheres, ma,s de acordo com o comandante de pelotão, Piotr Dvorétski, “elas costumam captar as coisas mais depressa”.
Os primeiros exercícios práticos foram realizados no campo de testes da Brigada de Infantaria Motorizada em Iekaterinoslavka, no distrito de Oktiábrski, onde elas puderam se familiarizaram com os veículos blindados, bem como aprenderam a apontar para os alvos e a carregar os projéteis.
Segundo o comandante do batalhão de tanques, Dmítri Ussik, foram diversas as dificuldades durante os treinamentos das equipes experimentais. "Os blindados não são adequados para indivíduos fracos. Ainda é difícil [para as mulheres] subir no tanque e ocupar os seus lugares regulares, bem como fechar as escotilhas”, conta Ussik.
Um grande esforço também foi exigido no momento de carregar as armas. Até o momento, a tripulação feminina não conseguiu levar o projétil de 24 kg para o tanque sem a ajuda dos homens.
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