Sistema S-300 pode fazer frente a ataque da Otan

O sistema S-300PMU2 Favorit é uma versão projetada para defender pontos estratégicos de importância militar contra ameaças aéreas Foto: ITAR-TASS

O sistema S-300PMU2 Favorit é uma versão projetada para defender pontos estratégicos de importância militar contra ameaças aéreas Foto: ITAR-TASS

Mísseis S-300 Favorit foram projetados para proteger instalações militares contra ameaças aéreas.

Mísseis russos S-300 podem já estar a postos para defender o regime de Bashar al-Assad na Síria, representando sérios problemas a qualquer ação da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). 

Os sistemas russos S-300 são altamente móveis e capazes de atingir diversos alvos simultaneamente, característica essencial no combate a ataques de aeronaves e mísseis em grande escala.

Durante a última cúpula do G20 em São Petersburgo, o presidente russo Vladímir Pútin declarou a jornalistas que já está ajudando o país árabe, enviando para lá armamento. De acordo com o jornal inglês “Daily Telegraph”, alguns componentes do escudo de defesa S-300 já foram entregues à Síria, embora o jornal afirme não estar claro se o sistema completo foi fornecido.

Apesar de um relatório corporativo lançado há cerca de dois meses pela fabricante de armas MMZ Avangard indicar que a companhia não forneceria mais o equipamento até pelo menos junho de 2014 devido à situação instável da região, um ex-comandante das Forças Aéreas da Rússia declarou o contrário à agência Interfax no final de agosto. 

“Os sistemas de defesa aéreos sírios podem responder apropriadamente a ataques dos Estados Unidos e de seus aliados da coalizão anti-Síria. Hoje, Damasco tem aproximadamente mil sistemas de mísseis de defesa aérea e mais de 5.000 armas de defesa aérea diversas”, disse.

O país árabe já estaria em posse de sistemas S-200, Buk-M1-2, Buk-M2E, Pantsir-S1E Neva e S-125M Pechora. O ex-oficial não confirma, entretanto, a existência dos S-300 em terras sírias. 

“A Rússia não entregou esses sistemas aos sírios no passado, o que foi confirmado por altos oficiais, mas a Bielorrússia ou a China poderiam tê-lo feito entre 2010 e 2011”, completa. 

3 fatos sobre o S-300

1. Quando a União Soviética entrou em colapso, aproximadamente 3.000 lançadores de diferentes versões do S-300 foram implantados em toda a Rússia.

2. Os SAM S-300 nunca foram usados em operações militares reais, mas exercícios sugerem que sejam altamente eficazes.

3. A fim de estudar o S-300, os EUA compraram alguns de seus componentes nos anos 1990. Sua tecnologia também tem sido usada pela Coreia do Sul.

Inadimplência

Em abril, o presidente russo já havia suspendido o fornecimento de armamentos. Uma fonte da indústria militar russa declarou ao jornal “Kommersant” que a interrupção aconteceu devido à falta de pagamento pela Síria.

O sistema S-300PMU2 Favorit é uma versão projetada para defender pontos estratégicos de importância militar contra ameaças aéreas. Ele possui uma área máxima de combate de 200 quilômetros e é mais eficiente contra alvos furtivos em baixas altitudes e em ambientes de difícil rádio interferência.

Para analistas militares russos, o S-300 Favorit tem grande potencial de exportação, pois seria o sistema de defesa aérea mais universal criado até hoje. Segundo eles, os S-300 superam seu homólogo norte-americano MIM-104 Patriot em muitas características cruciais.
Versões modificadas do S-300 são usadas na Rússia, Eslováquia, Bulgária, Croácia, Grécia, China, Vietnã, Venezuela, Argélia e em vários países da CEI (Comunidade dos Estados Independentes).

A história do sistema S-300

Um sistema terra-ar com alcance de 100 quilômetros começou a ser desenvolvido pela União Soviética no final dos anos 1960 devido ao risco crescente de ataques realizados por unidades aéreas. O projeto tornou-se prioritário após o míssil de cruzeiro lançado do ar ALKM ser introduzido na URSS, enquanto o Ocidente trabalhava no SAM Patriot.
Posteriormente chamado de S-300, o sistema de defesa antiaérea é o principal da Rússia desde 1975.

Todos os direitos reservados por Rossiyskaya Gazeta.