Diretor de vendas da Embraer na Rússia comenta trabalho da empresa no país

Durante evento em Moscou, empresa apresentou jato executivo Legacy 650, o modelo mais procurado na Rússia e nos países da ex-URSS Foto: RIA Nóvosti

Durante evento em Moscou, empresa apresentou jato executivo Legacy 650, o modelo mais procurado na Rússia e nos países da ex-URSS Foto: RIA Nóvosti

Durante evento em Moscou, empresa apresentou jato executivo Legacy 650, o modelo mais procurado na Rússia e nos países da ex-URSS.

Líderes mundiais na fabricação de aeronaves, entre eles a brasileira Embraer, e prestadores de serviços na área da aviação executiva, estiveram presente na 8a Exposição Internacional de Aviação Jet Expo, que ocorreu no Centro de Aviação Vnukovo-3, em Moscou.

A Gazeta Russa aproveitou a ocasião para conversar com Nikolai Golovíznin, diretor de vendas da Embraer na Rússia, CEI e países bálticos.

Gazeta Russa - O que a empresa mostrou na Jet Expo 2013?

Nikolai Golovíznin - Trouxemos o jato executivo Legacy 650, o modelo mais procurado na Rússia e nos países da ex-URSS. Pretendíamos demonstrar o novo equipamento nele instalado. Trata-se do recente sistema de controle de equipamentos eletrônico nas cabines de passageiros, chamado Honeywell Ovation Select, que inclui mapas móveis e imagens do planeta, tem monitores com resolução HD, podendo funcionar com os mais variados dispositivos de comunicação modernos. É um conjunto de mídia completo, com Wi-Fi para ligação à internet a bordo.

"A escola brasileira é muito forte na nossa empresa. Todos os aviões saídos da Embraer foram projetados e construídos exclusivamente por especialistas brasileiros".

Ultimamente, tem-se falado muito da concorrência direta entre as suas aeroaves e a Sukhoi Superjet, tanto mais que no últimoSalão Internacional de Aeronáutica de Jukóvski foi exibida a versão business jet daquele aparelho. Poderá esta concorrência afetar sua posição no mercado?

A Sukhoi Superjet, realmente, é nosso concorrente, tanto no que diz respeito a dimensões como a autonomia de voo. Ambas as empresas trabalham no mesmo segmento do mercado, mas a Embraer está em vantagem. Há alguns anos que temos a linha de aeronaves ERJ-170/175/190/195, enquanto a empresa russa só possui o SRJ-100. Já fornecemos aos nossos clientes do mundo inteiro mais de 800 aparelhos, temos em carteira cerca de 1.000 encomendas diretas e possuímos uma rede mundial de apoio técnico.

Quer dizer, suas posições iniciais são mais fortes?

Exato. Quanto ao produto, está pronto, foi aceito no mercado e funciona há vários anos.

A maior parte do parque russo da aviação executiva é composta por aviões de classe média e alta. Como se explica isso?

Em primeiro lugar, este fato é condicionado pelos trajetos de longo curso e pelo gosto dos clientes russos pelas cabines espaçosas. Além disso, os cidadãos da classe média não têm capacidade para adquirir uma aeronave, mesmo que pequena. Na Rússia, só empresas ou pessoas muito ricas podem comprar aviões.

Diz-se por aí que na base do gabinete de projeção da Embraer estiveram engenheiros da URSS, o que concorreu para a empresa ocupar, hoje em dia, um lugar de topo. Há algum fundamento de verdade nisso?

Trabalhando na Embraer há 8 anos, e essa questão também me interessou. Na empresa trabalham cerca de cinco pessoas de nacionalidade russa, embora não ocupando cargos importantes. Portanto, será descabido falar da existência de uma escola de projeção russa.

A escola brasileira é muito forte na nossa empresa. Todos os aviões saídos da Embraer foram projetados e construídos exclusivamente por especialistas brasileiros. Só quando temos necessidade de testes em túneis de vento recorremos a instalações da Rússia ou dos Estados Unidos.

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