Universidades russas atraem mais investimento do que as americanas

Investigação dos atuais processos geológicos das margens continentais profundas é um dos estudos de destaque promovidos na Universidade Estatal de Moscou Foto: Kremlin.ru

Investigação dos atuais processos geológicos das margens continentais profundas é um dos estudos de destaque promovidos na Universidade Estatal de Moscou Foto: Kremlin.ru

Cientistas russos recebem, em média, US$ 36.500 para dar andamento aos seus projetos. Especialista alega que boa colocação da Rússia se deve ao método de abordagem do estudo e às inovações promovidas pelas principais instituições do país.

A Rússia ficou em 11º lugar em um ranking conjunto produzido pela revista britânica “Times Higher Education” com a agência de notícias Thomson Reuters, que analisa o valor unitário investido por empresários em cientistas de determinado país. Com uma média de US$ 36.500 por cientista, o país conseguiu ultrapassar os os EUA (US$ 25,8 mil), Hong Kong (US$ 20 mil), Alemanha (US$ 14,9 mil) e Israel (US$ 13,6 mil).

Nesse ranking, o dinheiro transferido do empresariado para uma universidade é convertido em dólares americanos, levando em conta a paridade de poder aquisitivo. Essa técnica, em oposição à mera transferência por taxa de câmbio, avalia a diferença de bens e serviços que um dólar consegue comprar nos diferentes países.

A posição da Rússia se explica, em grande parte, pelo fato de os analistas considerarem os investimentos das empresas apenas nas universidades listadas no Top 400 em termos de qualidade de ensino.

O analista da agência Investkafe, Timur Nigmatúllin, é um dos especialistas que defende a posição da Rússia no ranking, especialmente ao considerar que os cálculos foram feitos por paridade de poder aquisitivo.

“Podemos destacar o papel da Universidade Estatal de Moscou na área da investigação dos atuais processos geológicos das margens continentais profundas e da criação de um software para supercomputadores da indústria de petróleo e gás”, diz Nigmatúllin.

A vantagem das instituições russas é que, segundo os especialistas locais, a maioria delas vêm ganhando unidades especiais para a gestão da propriedade intelectual e sua comercialização.

O ranking das melhores universidades do mundo “The World University Rankings”, elaborado pela revista britânica de educação superior “Times Higher Education” com a participação da Thomson Reuters, é um dos mais influentes do mundo. Desenvolvida em 2010, essa relação veio substituir o “World University Rankings”, que era editado desde 2004 pela “Times Higher Education” em parceria com a Quacquarelli Symonds.

 

Publicado originalmente pela Rossiyskaya Gazeta

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