Rússia inicia testes em complexo para aviões embarcados

Na cidade de Eisk começaram os voos experimentais de aviões embarcados russos a partir do Complexo de Testes e Treinamento Aeronáutico Foto: wikipedia.org

Na cidade de Eisk começaram os voos experimentais de aviões embarcados russos a partir do Complexo de Testes e Treinamento Aeronáutico Foto: wikipedia.org

Construído em substituição de uma infraestrutura semelhante existe na Crimeia e que depois da queda da URSS passou para as mãos da Ucrânia, centro permitirá o desenvolvimento a longo prazo da aviação embarcada russa.

Começaram na cidade de Eisk, na costa do mar de Azov, os voos experimentais de aviões embarcados russos a partir do Complexo de Testes e Treinamento Aeronáutico (Nitka, na sigla russa).

Esse complexo, construído em substituição de uma infraestrutura semelhante existente na Crimeia e que depois da queda da URSS passou para as mãos da Ucrânia, permite desenvolver a longo prazo a aviação embarcada russa.

A informação sobre a construção do complexo de Eisk surgiu em 2011.

A construção do Nitka testemunha a importância atribuída pelo comando militar russo à aviação embarcada. Isso também permite supor a intenção do Ministério da Defesa de retomar a construção de navios porta-aviões: construir este tipo de infraestrutura apenas para o Almirante Kuznetsov, cujo tempo de vida útil acaba na próxima década, seria exagerado.

A construção do complexo ainda não terminou –há uma série de sistemas muito importantes, incluindo o bloco dos sistemas de travagem, que ainda não está montada. Em 2015, quando o complexo for totalmente entregue para exploração, ele permitirá o treinamento de pilotos para voos a partir de navios. Hoje, há complexos do tipo nos EUA e estão sendo construídas estruturas idênticas na China e na Índia.

Além da preparação dos pilotos, em Eisk também deverão ser treinados pilotos de helicópteros navais. O comando da Marinha de Guerra está preparando a construção de uma plataforma de helicópteros no mar, onde poderá ser treinado o pouso em condições de oscilação.

Em perspectiva, o Nitka poderá receber equipamento adicional conforme a decisão a ser tomada relativa ao projeto do futuro porta-aviões. Tal como o complexo ucraniano, ele poderá receber um sistema de catapultagem com catapulta a vapor ou eletromagnética. No Nitka, poderão ser treinados métodos e equipamentos para pouso “às cegas” no convés à noite e com mau tempo. Estes sistemas já são utilizados nos EUA e estão sendo  desenvolvidos na Rússia.

Assim, as notícias sobre o desenvolvimento desse complexo podem indicar quais serão as perspectivas de desenvolvimento da aviação embarcada russa. O Nitka deverá se tornar uma instalação informativa muito apreciada.

A Ucrânia esteve muito tempo à espera de assinar contratos de arrendamento a longo prazo do seu simulador a outros países, como a Índia e a China. Essas esperanças foram mal sucedidas. A China está construindo dois centros de treinamento para formar especialistas em aviação de convés: em Wuhan, para os técnicos da esquadra embarcada, e na ilha de Huludao, no mar Amarelo, para os pilotos. Os caças chineses J-15, criados com base no Su-33 soviético, já realizaram voos a partir do novo aeródromo. Dessa forma, a China não precisa mais do complexo ucraniano.

A segunda esperança era a Índia. No inverno de 2012, no entanto, surgiram notícias sobre a construção do seu próprio complexo de formação de pilotos de aviação embarcada com o apoio de especialistas do gabinete de projetos russo Nevski, o principal projetista dos porta-aviões russos.

A construção da infraestrutura indiana torna inútil o complexo na Crimeia: os países que usam navios porta-aviões da “escola soviética” estão obtendo as suas próprias infraestruturas para o treinamento de pilotos e especialistas.


Publicado originalmente pela Voz da Rússia

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