Operadoras russas rejeitam a possibilidade de escutas telefônicas

Segundo operadoras russas, usuários podem ter certeza da proteção de seus dados pessoais Foto: Getty Images/Fotobank

Segundo operadoras russas, usuários podem ter certeza da proteção de seus dados pessoais Foto: Getty Images/Fotobank

Durante uma recente conferência em Moscou, executivos garantem que os serviços de inteligência estrangeiros não têm acesso a conversas telefônicas dos russos.

Nenhuma das principais operadoras de celular russas – MTS, MegaFon ou VimpelCom – mantêm cooperação com terceiros ou possibilitam grampear os telefones dos seus clientes.

Anna Serebriannikova, diretora da MegaFon para questões jurídicas e relações com as agências governamentais, disse que todos os serviços prestados pela operadora são estritamente regulamentados por lei. “Garantimos 100% de privacidade nas ligações e proteção completa de dados pessoais”, reforçou.

Serebriannikova acrescentou, no entanto, que isso não diz respeito aos usuários de outros serviços como, por exemplo, Facebook e Skype. “Não sabemos nada sobre isso nem temos acesso a eles”, disse. “Simplesmente acompanhamos o tráfego de IP que flui através de nossas redes, já que pode nos trazer ameaças e problemas.”

Os executivos da VimpelCom também confirmaram que a empresa faz jus aos requisitos especificados na legislação russa. “Nossos serviços são protegidos, mas não podemos garantir proteções igualmente confiáveis ​​para os serviços provenientes de servidores no exterior”, explicou Dmítri Kononov, chefe do departamento para coordenação com os órgãos estatais da VimpelCom.

Os funcionários da Rostelecom, por sua vez, estão certos de que é impossível ocorrer grandes vazamentos de dados pessoais das operadoras móveis russas.

“Não posso imaginar uma pequena ou grande operadora de celular que aceitaria interferências desse tipo na nossa legislação e começaria a fornecer dados para alguém”, disse Eduard Vassilenko, diretor de estratégias tecnológicas na Rostelecom. “Acho que isso é impossível por conta dos altos riscos que oferece para a empresa.”

 

Publicado originalmente pela ITAR-TASS

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