Esquadrão da Marinha russa entra em operação no Mediterrâneo

 Foto: RIA Nóvosti/Igor Zarembo

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Exercícios não têm como objetivo brandir as armas, mas manter a “estabilidade no mundo”.

O esquadrão da Marinha russa no Mediterrâneo entrou em operação no último dia 1º. A equipe, que está subordinada ao Comandante da Frota do Mar Negro, engloba 16 navios de superfície e três helicópteros. “Atualmente, o esquadrão se preparando para exercícios de tiro”, disse o chefe do Estado-Maior General e primeiro vice-ministro da Defesa, Valéri Guerássimov.

Em um teleconferência realizada durante a visita de Pútin ao Posto Central de Comando das Forças Armadas da Rússia, o comandante do esquadrão Iúri Zêmski disse que a equipe estava pronta para executar missões no Mediterrâneo.

As principais missões do esquadrão serão monitorar as atividades das forças navais de outros países no mar Mediterrâneo, marcar a presença naval russa e demonstrar a bandeira da Rússia nessa região, garantir a segurança dos navios russos e das atividades econômicas marítimas da Rússia no Mediterrâneo.

“Além disso, o esquadrão está pronto para atender a todos os desafios decorrentes da situação vivida na região”, acrescentou Zêmski.

Gigantes sobre o mar

No dia 19 de janeiro deste ano, os mares Negro e Mediterrâneo foram palco dos maiores exercícios da Marinha russa na última década. O evento envolveu mais de 20 navios das Frotas do Mar Negro, do Mar Báltico e do Mar do Norte, além de três submarinos, entre os quais um atômico, aviões de longo alcance e o 4º Comando da Força Aérea e da Defesa Antiaérea.

O esquadrão possui quatro grupos-tarefa colocados no oeste e leste do mar Mediterrâneo. Entre seus planos imediatos estão os de realizar exercícios de tiro com mísseis e peças de artilharia e uma série de visitas ao Chipre, Malta, Síria e outros países. Durante as escalas, as tripulações dos navios antissubmarinos e de apoio irão treinar a técnica de busca e resgate de pessoas em perigo no mar.

O presidente Vladímir Pútin e o ministro da Defesa, Serguêi Choigu, reiteraram também que o objetivo do esquadrão não é brandir as armas, mas manter a “estabilidade no mundo”.

“Fizemos muito com nossos parceiros, inclusive aqueles da Otan, diante da ameaça de organizações criminosas. Também fizemos muito no combate à pirataria”, disse Pútin.

Pútin se declarou certo de que os marinheiros russos estabelecerão boas relações com seus colegas dos outros países do Mediterrâneo e com todos os outros parceiros presentes nessa região.

 “O esquadrão russo no mar Mediterrâneo irá contribuir para manter a estabilidade estratégica global e o equilíbrio de poderes em algumas de suas regiões”, acrescentou Choigu. O governante disse ainda que o retorno da Marinha russa ao mar Mediterrâneo vai garantir a defesa dos interesses nacionais do país nessa região atualmente conturbada.

O Comandante Geral da Marinha da Rússia, almirante o Víktor Chirkov, acredita que o esquadrão do Mediterrâneo poderá ser futuramente usado nas regiões adjacentes, no Atlântico e no Índico.

 

Com materiais da agência de notícia RIA Nóvosti

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