Governo pede ofensiva global contra o extremismo na internet

Bortnikov defenda união de forças internacionais contra o terrorismo Foto: RIA Nóvosti

Bortnikov defenda união de forças internacionais contra o terrorismo Foto: RIA Nóvosti

Chefe do Serviço Federal de Segurança russo criticou ampla utilização da rede para disseminação do terrorismo.

Governos de todo o mundo devem ser mais agressivos na luta contra a propagação da ideologia extremista pela internet, declarou o chefe do Serviço Federal de Segurança da Rússia nesta quarta-feira (5).
“Devemos ser mais ativos e agressivos na internet, mudando as táticas de localização e bloqueio de sites com informações sobre extremismo”, disse Aleksandr Bortnikov em uma reunião com autoridades de segurança dos países que mantêm parceria com a Rússia na luta contra o terrorismo. 
“É preciso revelar aos usuários a natureza destrutiva do terrorismo e expor os verdadeiros objetivos daqueles que inspiram e defendem tais atos”, acrescentou.
O chefe do Serviço Federal de Segurança disse que os terroristas usam amplamente a internet para promover e difundir a ideologia extremista, bem como atrair novos seguidores, especialmente jovens. O objetivo, segundo Bortnikov, é treiná-los e seduzi-los para realizar ataques terroristas.
“Acredito que uma das nossas tarefas comuns é evitar que os terroristas usem recursos de informação e comunicação da internet em prol de seus interesses”, disse o chefe do Serviço Federal aos participantes da reunião realizada em Kazan, capital da república russa do Tatarstão.
Ele ressaltou que a prevenção eficaz do terrorismo só é possível se existir um claro entendimento das fontes desse fenômeno, as táticas usadas pelos extremistas para conduzir guerras ideológicas e armadas, e as razões para a vulnerabilidade de certos grupos populacionais à retórica explorada pelos líderes terroristas.
A Rússia ocupa a nona posição geral na lista de países afetados pelo terrorismo, de acordo com um relatório divulgado no ano passado pelo Instituto de Economia e Paz (IEP, na sigla em inglês), um grupo de pesquisa australiano. 
A classificação considerou 158 países ao longo dos últimos 10 anos, computando o número de ataques e mortes, bem como redes de relacionamento, direitos humanos, dificuldades de grupos sociais e governança.
Segundo o relatório, a maioria dos ataques terroristas na Rússia aconteceu na instável região do Cáucaso do Norte, onde uma insurgência islâmica vem despontando há anos.
Cerca de 45% dos ataques ocorridos no país tiveram como alvo policiais e funcionários do governo, informou o IEP.


Publicado originalmente pela RIA Nóvosti

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