Forças Especiais russas devem ser unidas sob comando único, propõe general

Foto: ITAR-TASS

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"É minha firme convicção de que a nova estrutura a que demos o nome convencional de Força de Reação Rápida deve agrupar as tropas paraquedistas, Forças de Operações Especiais, brigadas especiais e unidades de fuzileiros navais nas regiões costeiras”, afirmou Vladímir Chamanov.

O comandante das Tropas Aerotransportadas, general Vladímir Chamanov, sugeriu unir todas as forças especiais do país sob um único comando militar.

"É minha firme convicção de que a nova estrutura a que demos o nome convencional de Força de Reação Rápida deve agrupar as tropas paraquedistas, Forças de Operações Especiais, brigadas especiais e unidades de fuzileiros navais nas regiões costeiras”, disse o general Chamanov em entrevista à “RIA Nóvosti”.

“Como resultado, o país, com 50 mil quilômetros de fronteiras terrestres, banhado por três lados por mares e oceanos, terá o quinto Comando Militar, que permitirá reagir de forma integrada e multidisciplinar às ameaças dentro e fora do país. Em primeiro lugar, eu me refiro às operações de paz decorrentes de nossos compromisso com a ONU e a Otsc (Organização do Tratado de Segurança Coletiva).”

Chamanov disse ter encaminhado sua proposta para o exame do Estado Maior General.

Atualmente, na Rússia, existem quatro Comandos Militares de Área (os do Oeste, Sul, Centro e Leste), estrategicamente posicionados para a pronta defesa do país e que agrupam unidades do Exército, Aeronáutica e Marinha.

As tropas paraquedistas russas já participaram de várias missões de paz da ONU. Além disso, a 98ª divisão e a 31ª Brigada especial de paraquedistas fazem parte da Força Conjunta de Reação Rápida, criada pelos países membros da Otsc. Para a coordenação de ações com o Estado Maior Conjunto da Otsc e a ONU, o comando das tropas aerotransportadas terá um departamento especial de oito militares.

"Segundo as diretrizes do Estado Maior, a 31ª Brigada será usada para as operações internacionais de manutenção de paz. Além disso, em cada uma das quatro divisões deve ser criado um batalhão de paz composto inteiramente por militares em regime de contrato. Isso deve ser feito até o dia 1º de setembro deste ano", disse o general.

Moscou só tem sob seu comando o arsenal nuclear e, em certa medida, as tropas paraquedistas, consideradas como reserva do presidente do país. Durante grandes exercícios militares, o Estado Maior pode transferir unidades militares de um local de operações militares para outro.

Para reagir rapidamente a desafios imediatos, o país possui Forças de Operações Especiais. No entanto, seu potencial de combate pode não ser suficiente em determinadas situações, afirma o general.

As unidades de paz serão as primeiras a receber novas armas e equipamentos.

A missão, porém, não é fácil. Prova disso é a questão com o veículo de combate BMD-4 projetado para as tropas paraquedistas. As discussões se mantêm há vários anos enquanto as tropas não receberam, até agora, nenhum veículo. Espera-se que os primeiros cinco BMD-4 sejam entregues, na melhor das hipóteses, em seis ou sete meses.

Entretanto, as tropas paraquedistas precisam de veículos mais sofisticados, algo entre um veículo blindado leve e um helicóptero, disse Chamanov. Tal veículo deve ser capaz de se deslocar a uma distância de 50 km a 100 km e caber, com as asas dobradas, nos aviões de carga AN-124 e IL-76, completou.

 

Publicado originalmente em russo pelo Rossiyskaya Gazeta 

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