Brics decidem criar Centro de Pesquisa Agrícola

Encontro ministerial focou cinco áreas prioritárias definidas para 2012-2016

Encontro ministerial focou cinco áreas prioritárias definidas para 2012-2016

Twitter/Radha Mohan Singh
Com 45% da produção agrícola global, países do bloco de emergentes apostam em sustentabilidade. Memorando sobre nova estrutura deve ser assinado em outubro.

Os ministros da Agricultura dos cinco países do Brics decidiram, durante a sexta reunião do grupo, em Nova Déli, na Índia, estabelecer um Centro de Pesquisa Agrícola para desenvolver modelos de agricultura sustentável.

Segundo o ministro indiano, Radha Mohan Singh, que presidiu o encontro de dois dias, os países-membros pretendem assinar um memorando de entendimento para criação do centro já no próximo mês.

A estrutura, que será estabelecida no período entre 2016 e 2021, funcionará como um centro virtual para promoção de segurança alimentar, desenvolvimento agrário sustentável e redução da pobreza por meio da cooperação estratégica entre os países.

A ideia, segundo os proponentes, é trabalhar com base em ciência da agricultura, políticas públicas e transferência de tecnologia, além de fornecer treinamento e capacitação e compartilhar informações científicas.

Também funcionará como um fórum para acadêmicos, pesquisadores e estudantes nos países do Brics, que respondem hoje por 45% da produção agrícola global.

“Nossos países são os principais fornecedores de produtos agrícolas para o mercado mundial. Há muitas oportunidades de cooperação, e a Rússia está pronta para contribuir”, disse o vice-ministro da Agricultura russo, Evguêni Gromiko.

Os ministros da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, da China, Qui Dongyu, e da África do Sul, Senzeni Zokwana, também lideraram suas respectivas delegações na reunião que antecedeu a 8ª Cúpula do Brics, em outubro.

Cinco prioridades

As cinco áreas prioritárias de cooperação no Plano de Ação do Brics de 2012 a 2016 estiveram no centro da agenda do encontro entre os chefes da pasta da Agricultura.

“Estamos satisfeitos com a implementação do plano de ação e já identificamos as áreas prioritárias a serem incorporadas para os próximos cinco anos”, declarou o representante indiano a repórteres, após a reunião ministerial.

“Devemos trabalhar juntos para melhorar o comércio entre os países, solucionando problemas de acesso ao mercado por meio de mecanismos institucionais”, acrescentou Singh, antes de frisar a necessidade de desenvolver modelos de trabalho inovadores, como a agricultura por contrato e a locação de terras excedentes.

Sob o atual plano, além da criação de uma plataforma virtual de pesquisa por parte da Índia, a Rússia prepara um relatório sobre comércio e investimento internacional.

Já a China, estará encarregada de produzir uma base de dados agrícolas dos Brics, o Brasil ficará responsável por pesquisas sobre segurança alimentar para pessoas mais vulneráveis, ​​e a África do Sul estudará estratégias diante de mudanças climáticas.

O aumento de agroinvestimentos em ambos os setores público e privado, a proteção a pequenos agricultores, a injeção de recursos para infraestrutura de abastecimento de água e o uso de tecnologias de comunicação de TI foram pontos de destaque em um comunicado conjunto divulgado ao fim do evento.

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