Banco do Brics financia mini-hidrelétricas na Carélia

Pequenas usinas na Carélia devem fornecer energia a regiões remotas

Pequenas usinas na Carélia devem fornecer energia a regiões remotas

Dmítri Rouzov/wikipedia.org
Usinas fornecerão energia a regiões remotas sem prejudicar meio ambiente.

No final de julho, o conselho de diretores do Novo Banco de Desenvolvimento, criado pelos países do Brics, aprovou a transferência de US$ 100 milhões à Rússia para diversos projetos de construção de miniusinas hidrelétricas. 

O dinheiro será destinado à construção de duas pequenas usinas na Carélia, região russa que faz fronteira com a Finlândia.

As hidrelétricas devem resolver o problema de fornecimento de energia a regiões remotas.

As usinas hidrelétricas de pequeno porte produzem eletricidade utilizando o potencial hidráulico dos rios. Elas convertem a energia da água em energia elétrica. A energia produzida é renovável e o processo não emite gases poluentes.

“A experiência chinesa mostra que, em diversas províncias, as mini-hidrelétricas são economicamente rentáveis”, diz o assessor de macroeconomia da consultoria financeira Otkrítie Broker, Serguêi Khestanov.

A construção de pequenas usinas é justificada em regiões de baixo nível de consumo de energia distantes das principais fontes de produção energética, já que o custo do transporte pode exceder o custo da produção.

Além disso, segundo Khestanov, as miniusinas são rentáveis em regiões com baixa densidade populacional.

“No início do processo de eletrificação da União Soviética, na década de 1930, as mini-hidrelétricas eram bastante comuns. Hoje, a produção local de energia está experimentando um renascimento no novo nível tecnológico", diz Khestanov.

Hidrelétricas de pequeno porte apresentam diversos prós e contras. Elas não exigem barragens altas e seu gerador hidrelétrico é barato, explica o diretor de operações de mercado da empresa de investimentos Freedom Finance, Gueórgui Váschnko.

No entanto, a necessidade de se construírem estradas para as obras de manutenção torna o projeto pouco rentável em áreas de acesso limitado.

“Hoje, na Rússia, já há mais de 100 mini-hidrelétricas em funcionamento”, diz especialista da empresa Finam Management, Dmítri Baranov.

“A maior parte dessas pequenas usinas  está localizada nas repúblicas do Cáucaso, onde elas produzem cerca de 1% do total da energia produzida na Rússia”, completa.

Novo Banco investindo nos Brics

Além da construção de mini-hidrelétricas na Rússia, o Novo Banco de Desenvolvimento do Brics já aprovou o financiamento de quatro projetos de construção de usinas de energia renovável em outros países do grupo. O Brasil receberá US$ 300 milhões, a China, US$ 81 milhões, a Índia, US$ 250 milhões e a África do Sul, US$ 180 milhões. Segundo as previsões do banco, os projetos para energia verde ajudarão a reduzir o número anual de emissões nocivas em 4 milhões de toneladas

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