Brics se reúnem para discutir fortalecimento político do grupo

Esforços vão “além de imediatas da diplomacia cotidiana”, segundo fonte russa

Esforços vão “além de imediatas da diplomacia cotidiana”, segundo fonte russa

Panthermedia/Vostock-photo
Debates sobre Síria e Mar do Sul da China estão na pauta de encontro em Patna, na Índia. Governança internacional e aumento do papel do Brics também terão destaque.

As prioridades políticas do Brics ao longo dos próximos anos são tema de um encontro entre os representantes dos cinco países-membros em Patna, a capital do estado oriental indiano de Bihar, nesta segunda (25) e terça-feira (26). Este é um dos 50 encontros previstos antes da cúpula de líderes do grupo, em outubro.

Segundo uma fonte na chancelaria russa, os esforços atuais vão “para além das questões imediatas da diplomacia cotidiana”, e serão buscadas questões em que os cinco países “possam efetivamente e coletivamente cooperar e colaborar para fortalecer a organização”.

O objetivo, disse a fonte à Gazeta Russa, seria aprofundar o papel dos Brics na governança internacional e a cooperação em andamento nos diversos fóruns do grupo, além de melhorar o compartilhamento das melhores práticas em avaliação e planejamento de política externa.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia, país que assumiu a presidência rotativa do grupo em fevereiro deste ano, afirmou em um comunicado que a reunião é “uma oportunidade para o intercâmbio de avaliações estratégicas da situação global e regional de cada país-membros, e as tendências internas”.

A delegação do Brasil é liderada por Michel Arslanian Neto, coordenador-geral de Planejamento Político e Econômico junto ao Ministério das Relações Exteriores.

Síria, China e outros

As situações na Síria e na porção oeste da Ásia serão levantadas pela Rússia durante as discussões. Da mesma forma, segundo a fonte, o representante chinês irá “provavelmente informar sobre o veredito do Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia sobre as reivindicações chinesas no Mar do Sul da China e das ações que Pequim pretende tomar a partir de então”.

Mais cedo, o governo da Índia instou a China, por meio de um comunicado, a aceitar a resolução, dada em favor das Filipinas.

“As rotas marítimas de comunicação que passam pelo Mar do Sul da China são essenciais para paz, estabilidade, prosperidade e desenvolvimento. Como um Estado signatário da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, a Índia insta todas as partes a mostrar maior respeito ao acordo, que estabelece a ordem jurídica internacional nos mares e oceanos”, disse o porta-voz da pasta indiana das Relações Exteriores, no último dia 12.

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