Banco do Brics concederá até US$ 3 bilhões em créditos em 2017

Volume de empréstimos pode dobrar no ano que vem, sugere presidente do Banco do Brics

Volume de empréstimos pode dobrar no ano que vem, sugere presidente do Banco do Brics

Reuters
No primeiro pacote de empréstimos, Brasil recebeu maior fatia, de US$ 300 milhões. Projeto russo será apresentado para revisão do conselho de diretores em julho.

O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) do Brics pretende financiar projetos em um valor de 2,5 a 3 bilhões de dólares em 2017, declarou o presidente do NDB, Kundapur Vaman Kamath, em entrevista exclusiva à agência de notícias Tass.

“Acreditamos que até o final do ano a nossa carteira de crédito em termos de aprovações de empréstimos seja cerca de US$ 1,5 bilhões”, disse Kamath, nos bastidores do Fórum Econômico de São Petersburgo, encerrado no sábado (18).

“No ano que vem, com uma abordagem gradual, poderemos aumentar nosso capital e o potencial para conceder, possivelmente, outros US$ 2,5 a 3 bilhões”, acrescentou o presidente do NBD.

O conselho de diretores do Banco do Brics aprovou em abril um pacote de créditos no valor de US$ 811 milhões para o financiamento dos primeiros quatro projetos no setor energético.

Neste primeiro momento, o Brasil receberá 300 milhões de dólares, a China, 81 milhões, a Índia, 250 milhões, e a África do Sul, 180 milhões.

Primeiro russo

O primeiro projeto russo será apresentado ao conselho de diretores para análise em julho deste ano. “Tenho esperança de que até lá sejamos capaz de tomar uma decisão sobre o projeto e apresentá-lo ao nosso conselho administrativo”, disse Kamath.

Em relação aos empréstimos planejados, o presidente do NBD destacou que os motivos técnicos que causaram o atraso “estão agora dissipados”.

“Os primeiros empréstimos estão indo para cada um dos nossos países-membros, e vamos considerar mais um no próximo mês; em seguida, teremos um empréstimo para cada país-membro”, acrescentou.

Os projetos no setor de energia verde e renovável, aprovados em abril, ajudarão a evitar a produção de 4 milhões de toneladas de emissões nocivas anualmente, segundo a instituição.

Títulos em rublos

Até o final deste ano, o NDB também planeja emitir títulos em rublo na Rússia. “A perspectiva de lançamento da emissão de obrigações em rublo é promissora”, disse o banqueiro, acrescentando que a iniciativa é esperada para ainda 2016.

Segundo Kamath, as autoridades russas estariam encarando de forma positiva a proposta de emissão de títulos no mercado russo. “Começamos com classificações nacionais. A estratégia atual do NBD é buscar financiamento em moeda local”, acrescentou.

Com material da agência de notícias Tass

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