Banco do Brics seguirá China no financiamento de ferrovia Moscou-Kazan

Projeto deverá aumentar a mobilidade entre cidades atingidas

Projeto deverá aumentar a mobilidade entre cidades atingidas

Lori/Legion Media
Instituição do grupo pretende investir US$ 500 milhões em implantação de trem de alta velocidade. Estimado em US$ 17 bilhões, projeto terá maior fatia financiada por chineses.

O Novo Banco de Desenvolvimento do Brics (NDB, na sigla em inglês) e o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB) estão prontos para seguir os passos da China como cofinanciadores da ferrovia de alta velocidade Moscou-Kazan, informou o primeiro vice-presidente da companhia ferroviária estatal Russian Railways (RZD), Aleksandr Micharin.

De acordo com reportagens no início de abril, a China teria concordado em fornecer por 20 anos um empréstimo de US$ 6,2 bilhões, além de US$ 1,55 bilhão como contribuição para o capital social do projeto. O custo total da construção é estimado em US$ 16,9 bilhões.

“Nós nos encontramos com os dirigentes do banco [NDB] para mostrar o nosso projeto, eles se disseram satisfeitos e afirmaram que eles prosseguirão caso a gente feche um negócios com os bancos chineses. O Novo Banco de Desenvolvimento do Brics poderá investir até US$ 500 milhões. O AIIB é um grande banco, que pode investir bilhões, mas não vai ser o primeiro, pode ser o segundo”, disse Micharin.

Mais cedo, o executivo declarou que a Russian Railways havia aplicado para fundos do NDB para alguns projetos de infraestrutura, incluindo a ferrovia de alta velocidade Moscou-Kazan, e também buscaria recursos no Banco Asiático de Investimentos em Infraestrutura.

O comprimento total da ferrovia de alta velocidade Moscou-Kazan será de 770 quilômetros. Como os trens poderão viajar a uma velocidade de 350 a 400 km/h, acredita-se que o tempo para se mover entre as duas cidades seja de 3 a 3,5 horas contra as atuais 14 horas.

A seção Moscou-Kazan poderá ser posteriormente ampliada rumo à China, ligando os dois países através do Cazaquistão.

A construção de uma linha ferroviária de alta velocidade que reduzirá a viagem sobre a Transiberiana de seis para dois dias também figura entre os projetos de infraestrutura selados recentemente por Moscou e Pequim.

Com material da agência de notícias Tass

Gostaria de receber as principais notícias sobre a Rússia no seu e-mail?  
Clique aqui para assinar nossa newsletter.

Todos os direitos reservados por Rossiyskaya Gazeta.