Banco Europeu de Investimento quer cooperar com Brics

Projetos de infraestrutura comuns poderão unir Banco do Brics a instituições globais

Projetos de infraestrutura comuns poderão unir Banco do Brics a instituições globais

Divulgação
Presidente da instituição negou concorrência entre mecanismos financeiros, como o Novo Banco de Desenvolvimento do Brics. “Precisamos uns dos outros”, declarou.

O Banco Europeu de Investimento (BEI) está pronto para assinar um acordo de cooperação com o Novo Banco de Desenvolvimento do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), informou o presidente do BEI, Werner Hoyer, à RIA Nôvosti.

A declaração veio na sequência de um acordo fechado na segunda-feira (30) entre o BEI e o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB) para ampliar a cooperação e apoiar o investimento em “projetos estrategicamente importantes”.

“Esperamos chegar a um acordo com o NBD [Novo Banco de Desenvolvimento] em breve. Estamos sempre abertos a isso”, disse Hoyer.

Em uma coletiva de imprensa na Embaixada da UE na China, o executivo também expressou esperança em uma cooperação produtiva entre AIIB e o Banco do Brics, em parâmetros semelhantes ao que “o Banco Europeu de Investimento mantinha com o Banco Mundial em determinados projetos concretos”.

Hoyer destacou também que não há rivalidade entre AIIB, NDB, o BEI e o Banco Mundial, já que representam instituições e mecanismos financeiros complementares.

“Nós precisamos uns dos outros, porque os projetos de investimento, em particular os relativos à construção de infraestrutura, são tão grandes que nenhum de nós poderia lidar com eles sozinho”, acrescentou.

O Banco Europeu de Investimento (BEI) é um instrumento financeiro da União Europeia, de propriedade de seus 28 Estados-membros, que fornece financiamento para projetos que contribuam para a realização dos objetivos do bloco europeu, tanto dentro como fora do continente.

O acordo de criação do Novo Banco com um fundo de reservas monetárias de 100 bilhões de dólares foi assinado em julho de 2015 pelos países do grupo, com o objetivo de financiar projetos de infraestrutura em economias emergentes.

Em meados de abril, o conselho de diretores do NBD aprovou o primeiro pacote de créditos, de 811 milhões de dólares, para quatro projetos no setor energético. O Brasil receberá 300 milhões de dólares, a China, 81 milhões, a Índia, 250 milhões, e a África do Sul, 180 milhões.

Originalmente publicado pela agência de notícias RIA Nôvosti

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