Índia assume nesta segunda presidência rotativa do Brics

Primeiro-ministro indiano Narendra Modi (esq.) e presidente russo Vladímir Pútin em encontro na Cúpula dos Brics em Ufá, em 2015

Primeiro-ministro indiano Narendra Modi (esq.) e presidente russo Vladímir Pútin em encontro na Cúpula dos Brics em Ufá, em 2015

brics2015.ru
Ações iniciadas pela Rússia em 2015 serão perpetuadas, segundo diplomata. Reforço de cooperação acadêmica e não participação do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em investidas militares serão pilares de nova presidência.

A Índia, que assume a presidência anual do Brics a partir nesta segunda-feira (15), irá dar sequencia às iniciativas desenvolvidas durante a liderança da Rússia, declarou H.H.S. Viswanathan, ex-embaixador da Índia em Moscou e membro sênior do grupo de reflexão independente Observer Research Foundation (ORF), durante uma videoconferência promovida pelo Ministério do Interior russo.

“Uma das características importantes dos Brics é a continuidade das iniciativas oferecidas por cada um dos países. A Índia espera continuar as iniciativas já iniciadas e, como presidente deste ano, também gostaria de acrescentar novas ações”, disse ele.

Acadêmicos

Propostas para uma parceria econômica mais estreita entre os países durante a presidência indiana do Brics partirão tanto do governo como dos cientistas, acredita Viswanathan.

“Haverá iniciativas propostas pelo governo – esse é o primeiro caminho. Além disso, o Ministério das Relações Exteriores indiano convida cientistas e outras organizações a apresentar iniciativas complementares”, disse.

“Em primeiro lugar, será realizado um workshop de inclusão digital do Brics, durante o qual especialistas em tecnologias digitais e virtuais de todos os países-membros vão discutir questões importantes relacionadas à acessibilidade digital”, acrescentou.

Também já está previsto um seminário sobre ‘cidades inteligentes’. “Estamos tentando encontrar soluções inovadoras e compartilhar conhecimentos sobre gestão urbana. Planejamos um seminário sobre o assunto em agosto.”

“Então, vamos realizar uma reunião do conselho de centros analíticos do Brics, no qual serão anunciados os resultados do ano. Em seguida, um mês ou seis semanas antes da cúpula do Brics, haverá um fórum acadêmico do Brics. Com base nas recomendações deste grupo, vamos preparar um relatório, que será enviado ao governo para nova apreciação pelos líderes”, explicou Viswanathan.

Durante a reunião programada, a ideia é que os acadêmicos identifiquem e debatam de 10 a 12 assuntos de relevância para os Brics, como saúde, educação, globalização e segurança, entre outros.

Brics da paz

Viswanathan também aproveitou o ensejo para negar qualquer possibilidade de componente militar no bloco.

“Será extremamente improvável envolver os Brics em uma intervenção militar”, disse. “A Índia tradicionalmente se abstém de participar de quaisquer alianças militares”, completou.

“Mesmo que isso não seja uma intervenção militar, mas, por exemplo, missões de paz do Brics, digamos, na Síria ou no Congo, podemos fazê-lo apenas se houver autorização da ONU”, concluiu Viswanathan.

Originalmente publicado pela agência RIA Nôvosti

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