Brasil inicia investigação de dumping de aço contra Rússia

Suspeita envolve exportações de janeiro de 2013 a dezembro de 2015

Suspeita envolve exportações de janeiro de 2013 a dezembro de 2015

Aleksandr Riumin/TASS
Metalúrgicas russas e chinesas são acusadas de exportar produto a valores menores que o normal. Empresas têm 30 dias para se manifestar e, caso denúncia seja comprovada, terão de pagar sobretaxa para liberação de novas importações.

A Secretaria de Comércio Exterior, órgão vinculado à pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) do Brasil,  deu início a uma investigação sobre a suposta prática de dumping nas exportações de aço laminado a quente da Rússia e da China para o país. O governo russo já foi notificado do processo, segundo divulgou o Ministério do Desenvolvimento Econômico russo nesta quinta-feira (28).

Segundo a circular que define os parâmetros para investigação, publicada no último dia 20 de julho, o ministério brasileiro buscará provas de que empresas de ambos os países estariam exportando seus produtos a preços mais baixos que o normal.

O inquérito foi estimulado após petição feita pela ArcelorMittal Brasil, pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e pela Gerdau, que juntas responderam por mais de 80% da produção nacional de aço laminado a quente no ano passado.

O documento apresentado pelas companhias denuncia a existência de uma margem de dumping de 56% quando se trata da Rússia e 49% no caso da China, nas exportações de janeiro de 2013 a dezembro de 2015.

Os produtores e exportadores russos interessados, embora não citados na nota da Secretaria de Comércio Exterior, tem 30 dias, a partir da data da publicação, para se registrar junto à investigação e enviar seus comentários para o Mdic. Caso a denúncia seja comprovada, haverá pagamento de sobretaxa para liberação de novas importações.

Com informações da agência de notícias Tass

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