Brics receberão 5 milhões de toneladas de grãos russos

Colheita de 100 milhões de toneladas de grãos confirmou previsões do Ministério da Agricultura russo

Colheita de 100 milhões de toneladas de grãos confirmou previsões do Ministério da Agricultura russo

Shutter Stock/Legion Media
O ministro da Agricultura russo, Aleksandr Tkachev, declarou que 5 dos 30 milhões de toneladas de grãos para exportação serão fornecidos para os países que integram o Brics (Brasil, Índia, China e África do Sul). Paralelamente, pastas da Agricultura da Rússia e Brasil redefiniram regras para comércio de trigo.

Em entrevista a jornalistas, o ministro russo da Agricultura, Aleksandr Tkatchev, informou que a Rússia planeja fornecer aos países-membros do Brics um sexto dos 30 milhões de toneladas de grãos destinados à exportação no atual ano agrícola.

“Acho que, dos 30 milhões de toneladas, cerca de 5 milhões de toneladas de grãos irão para os países do Brics. E isso é apenas o começo”, anunciou Tkatchev durante a XVII Exposição Agrícola “Outono dourado”, realizada em Moscou no início da semana.

“Os beneficiados serão Brasil, China e, em certa medida, África do Sul. Esses países não conseguem suprir as próprias necessidades de grãos e, por isso, estamos promovendo ativamente os nossos produtos nesses mercados”, acrescentou o ministro.

A colheita atual, de 100 milhões de toneladas de grãos antes da limpeza e da secagem, confirmou as previsões do Ministério da Agricultura.

Novas regras

Às margens da exposição, Tkatchev se reuniu com sua homóloga brasileira, Kátia Abreu, para discutir alterações no acordo firmado sobre os “os requisitos fitossanitários para o trigo fornecido ao Brasil pela Rússia”, lê-se em comunicado do ministério russo.

A nova versão do documento definido entre as pastas da Agricultura dos dois países proíbe o transporte interno do trigo não processado através do território brasileiro e inclui uma série de pontos relacionados ao controle de qualidade e segurança do trigo exportado pela Rússia.

As emendas pressupõem que a importação de trigo ocorra somente através de postos de controle, localizados no território dos portos e que tenham a possibilidade de realizar tratamento térmico de subprodutos gerados durante o processamento do trigo.

Com material da agência de notícias RIA Nôvosti

 

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