Russian Railways participará de projetos de US$ 10 bi no Brasil

Até 80% do projeto concebido pela RZD no Brasil será financiado pelo BNDES

Até 80% do projeto concebido pela RZD no Brasil será financiado pelo BNDES

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Acordos foram debatidos durante fórum empresarial em Moscou nesta quarta-feira (16). Expectativa é que os projetos sejam implementados sob regime de concessão, em parceria com empresas locais.

A Russian Railways (RZD, na sigla em russo) , empresa que detém o monopólio das estradas de ferro na Rússia, está pronta para participar de um ou dois projetos no Brasil, “desde que os acordos sejam feitos em termos aceitáveis”, declarou o diretor-geral da RZD International, Serguêi Pavlov, à margem do conselho empresarial Brasil-Rússia, em Moscou.

Segundo ele, os projetos nos quais há possibilidade de cooperação entre os países giram em torno de US$ 7 a 10 bilhões. “Até 80% do financiamento, segundo informação dos nossos parceiros brasileiros, será assumido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)”, acrescentou Pavlov.

A expectativa é que os projetos sejam implementados sob regime de concessão, em parceria com empresas locais.

O diretor-geral da RZD International disse ainda que as empresas em projetos no Brasil necessitarão da ajuda de instituições financeiras, como, por exemplo, do Vnesheconombank (VEB).

O custo total dos projetos ferroviários que o Brasil planeja realizar é estimado, segundo Pavlov, em mais de US$ 40 bilhões. “A nossa empresa está explorando as várias possibilidades devido às condições mutáveis dessas concessões. Se o negócio for lucrativo, então estaremos prontos para participar do programa de construção e posterior operação dessas concessões ferroviárias”, acrescentou.

O vice-presidente do VEB, Serguêi Vassíliev, já havia informado que a Russian Railways tinha a intenção de construir uma linha ferroviária entre as cidades de Maringá e Londrina, no Paraná. Além disso, em meados do ano passado, a empresa participou de uma licitação pública no Brasil.

Com informações das agências Ria Nôvosti e Prime

 

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