Educação profissionalizante paulistana entra na mira russa

Presidente do Tatarstão chegou ao país para acompanhar competição de ensino profissionalizante.

Presidente do Tatarstão chegou ao país para acompanhar competição de ensino profissionalizante.

Vladímir Astapkovich/RIA Nóvosti
São Paulo recebe nesta semana visitas de vice-premiê russa e de presidente do Tatarstão com foco no setor

 O presidente da república russa do Tatarstão, Rustam Minnikhanov, aterrisou em São Paulo na segunda-feira (10) para participar da assembleia geral da exposição World Skills.

Além de o evento contar com três participantes provenientes do Tatarstão, um dos objetivos de Minnikhanov era presenciar o anúncio do local que abrigará a exposição em 2019.

Nesta terça-feira, Kazan, a capital da república que acaba de hospedar o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, foi anunciada como a cidade escolhida. Os concorrentes da cidade eram Charleroa, na Bélgica, e a capital francesa, Paris.

Realizada a cada dois anos, a WorldSkills Competition é a maior competição de educação profissional do mundo. Competidores entre 16 e 25 anos de idade, provenientes de mais de 60 países, simulam desafios das profissões que devem ser cumpridos dentro de padrões internacionais de qualidade.

Educação profissionalizante brasileira na mira

A vice-premiê russa Olga Golodets, que também está na cidade e concluiu hoje visita ao Senai afirmou à agência de notícias Tass que a Rússia poderá copiar a experiência brasileira no uso de tecnologias atuais na educação profissionalizante.

"O sistema educacional profissionalizante é organizado aqui de maneira notável, baseando-se nos esforços de companhias privadas e nos maiores êxitos da indústria no momento, além de usar processos tecnológicos atuais", disse Golodets à agência.

"A base de um desenvolvimento bem-sucedido da indústria está nessa atenção aos quadros profissionais. Aqui, há o que se ganhar no sentido de uso dos processos tecnológicos atuais", completou.

Para a vice-premiê, a participação do país no campeonato World Skills permitirá avaliar para quais profissões a Rússia está preparada e se encontra em um patamar equiparável ao de outros países e onde há atrasos tecnológicos e são necessárias mudanças.

"Depois disso, concluiremos concretamente onde poderá ser necessário alterar os padrões profissionais, onde será preciso mudar com urgência os programas educacionais, entender onde as ferramentas existentes não bastam. Tal integração à comunidade global, do ponto de vista das profissões, é muito importante para elevar a qualidade do nosso trabalho", diz.

Com material das agências Tasse Ria Nôvosti e do portal Sobitia.

 

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