Com crise na Europa, varejistas de roupa miram mercado russo

Moscou e São Petersburgo são os principais destinos para a chegada de novas marcas internacionais. Foto: TASS

Moscou e São Petersburgo são os principais destinos para a chegada de novas marcas internacionais. Foto: TASS

No ano passado, 30 marcas estrangeiras vieram para a Rússia, 11 delas do segmento de roupas e calçados, de acordo com a empresa de consultoria do segmento de lojas varejistas Magazin Magazinov.

Tendo como pano de fundo o mercado em queda de roupa europeu e o supersaturado americano, o mercado russo tornou-se uma espécie de nova fronteira para o varejo de moda.

Aqui, marcas podem alcançar de 6% a 7% de crescimento nas vendas, enquanto um crescimento de 1% a 2% já é considerado de sorte em outros países.

No ano passado, 30 marcas estrangeiras vieram para a Rússia, 11 delas do segmento de roupas e calçados, de acordo com a empresa de consultoria do segmento de lojas varejistas Magazin Magazinov. As maiores marcas do mundo, como Zara e H&M, já se consolidaram no país.

Em 2013, sete novas marcas de vestuário planejam entrar no mercado russo.

No entanto, o ano passado não foi marcado por descobertas de marcas icônicas. Os últimos desses casos ocorreram dois anos atrás, com a vinda da Uniqlo e da Banana Republic.

Em 2011, as empresas de lingerie e os consumidores esperavam o lançamento da maior marca do segmento, a Victoria's Secret. A novidade, no entanto, desapontou a todos porque a varejista veio somente com seus produtos de perfumaria e cosméticos. A abertura da primeira loja completa é esperada para este ano.

“No ano passado, seguindo os grandes protagonistas, outras empresas vieram”, disse o diretor geral da empresa de consultoria Esper Group, Daria Iadernaia.

"Primeiramente, as grandes empresas, como H&M e Zara, gastaram dinheiro para estudar e testar o mercado russo. Agora, com mais informação, é possível que os menores ou mais cautelosos deem os primeiros passos" explica a Yadernaya.

Entre os recém-chegados a especialista aponta as marcas Scotch & Soda, Mohito, Takko Fashion, OVS e a linha democrática da marca Michael Kors, a Michael by Michael Kors.

A Debenhams, a mais antiga loja de departamentos britânica, está tentando mais uma vez a sorte na Rússia. A varejista já tinha entrado no país em 2006.

Quem também voltou foi a marca Stefanel. Depois de fechar todas as lojas em 2011, a empresa volta com um novo distribuidor, o Denim Star Project.

Cidades

Moscou e São Petersburgo continuam a ser os principais destinos para novas marcas internacionais, mas os mercados das duas capitais tornaram-se um pouco difíceis, o que levou as empresas a começaram a considerar cidades menores.

Os analistas do Magazin Magazinov citam como exemplo a Mango, que está considerando cidades com menos de 100 mil habitantes para novas aberturas.

Em 2013, o varejo russo aguarda mais uma vez novos protagonistas estrangeiros. De acordo com os consultores imobiliários Knight Frank, 15 novas marcas internacionais manifestaram desejo de entrar na Rússia no próximo ano em diferentes segmentos do mercado consumidor.

Sete delas negociam roupas: Bimba & Lola, Jack Wolfskin, Eurelia, Collezioni fashion, Ferre (a segunda linha de Gianfranco Ferre), Nissa, Pink Woman. Além dessas, três redes de acessórios planejam unidades para o país: Meli Melo Paris, Funky Fish, Stella’s Accessories e a rede de calçados Humanic.

 

Publicado originalmente pelo RBC Dail

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