Cientistas russos descobrem que grafeno pode ser usado para descontaminação nuclear

Estrutura de grafeno

Estrutura de grafeno

Cientistas da Universidade Lomonosov de Moscou descobriram que o grafeno pode ser utilizado para a descontaminação de áreas afetadas por radiação nuclear e extração de metais de hidrocarbonetos de xisto.

Em um artigo publicado na revista Physical Chemistry Chemical Physics, cientistas das Universidades Lomonosov, em Moscou, e Rice, nos EUA, afirmam que o grafeno é capaz de absorver rapidamente materiais radioativos de soluções aquosas.

O grafeno é composto por átomos de carbono agrupados em uma rede no formato de favos de mel.

De acordo com James Tour, chefe do grupo de cientistas da Universidade Rice, a descoberta poderá ser muito útil para a descontaminação de locais afetados por radiação nuclear, como a região da usina de Fukushima-1, no Japão, por exemplo, e para a redução do custo das operações de extração de petróleo e gás de xisto.

Em experiências, cientistas descobriram que as lâminas microscópicas de óxido de grafeno de espessura de um átomo são solúveis em água e que, depois de absorver substâncias radioativas, se arranjam em grupos que podem ser facilmente removidos e incinerados. 

Mas o que mais surpreende é a rapidez com que a descontaminação se opera, disse Stepan Kalmikov, chefe o Laboratório de dosimetria e radioatividade do meio ambiente da Faculdade de Química da Universidade Lomonosov de Moscou.

As lâminas de óxido de grafeno foram criadas pelo grupo de Tour enquanto as experiências foram realizadas no laboratório de Kalmikov.

Como resultado, verificou-se que o óxido de grafeno é um absorvente muito mais eficiente do que outros elementos tradicionalmente usados para a descontaminação radioativa de terrenos, como argila bentonítica e carvão ativado granulado, absorvendo impurezas radioativas em questão de minutos.

Segundo Tour, a ideia de utilizar o óxido de grafeno para o tratamento de resíduos radioativos e realizar experiências conjuntas surgiu há alguns anos quando o estudante de pós-graduação Aleksandr Slesarev e Anna Romanchuk, pós-graduanda do laboratório de Kalmikov, se cruzaram acidentalmente em uma conferência científica.

 

Para ler o artigo na íntegra, acesse: http://www.gazeta.ru/science/2013/01/09_a_4917613.shtml

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