As mudanças no sistema de saúde russo em 2013

Foto: TASS

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O corte nos custos com a saúde ocorre devido a um realinhamento geral de gastos. Em 2013, os gastos com defesa, por exemplo, crescerão em um quarto, de 1,9 trilhões para 2,3 trilhões de rublos.

O total de gastos do Estado com saúde na Rússia cairá 8,7% em 2013 na comparação com o ano passado. Até 2015, a redução será de 17,8%.

O corte ocorre devido a um realinhamento geral de gastos a favor de itens como defesa e segurança. Em 2013, os gastos com defesa, por exemplo, crescerão em um quarto, de 1,9 trilhões para 2,3 trilhões de rublos.

A nova legislação, que entrou em vigor em primeiro de janeiro, estabelece uma norma média para financiamento nos moldes da prestação de serviços gratuitos de saúde para os cidadãos em 2013. A média nacional é de 9.032,5 rublos. Em Moscou, o valor chega a 22.120 rublos.

Desde 1º de janeiro, os russos têm de pagar por tudo o que não está incluído no programa básico do seguro de saúde obrigatório, incluindo a procura por conta própria de médicos especialistas.

É necessário pagar, por exemplo, por medicamentos não listados como essenciais. No entanto, a lei estipula que, se tais drogas forem consideradas vitais, ou o paciente for intolerante a outras drogas, elas deverão ser fornecidas gratuitamente.

Será necessário pagar por prestação de serviços de ambulância, se na hora da chamada a pessoa não tiver a apólice do seguro de saúde obrigatório. Em casos extremos, no entanto, o paciente será atendido.

"Se forem necessários serviços de saúde adicionais para se evitar ameaças à vida do consumidor, estes serão fornecidos gratuitamente", diz a lei.

O custo médio padrão por chamada de serviços médicos de emergência por conta do seguro médico obrigatório contabilizou 1.435,6 rublos. Por isso, o paciente desprovido de apólice receberá, no mínimo, uma conta com este valor.

A questão que surge é a seguinte: terá o seguro de saúde obrigatório meios suficientes para compensar inteiramente os custos das instituições médicas pelo tratamento?

Em Moscou há recursos suficientes para a saúde, afirma a prefeitura. O valor das garantias do Estado para os programas de serviços médicos gratuitos em Moscou no ano de 2013 crescerá cerca de 9% na comparação com o ano passado, alcançando um total de 260.976 bilhões de rublos.

Nos moldes do programa básico do seguro de saúde obrigatório será assegurado o financiamento da tecnologia de reprodução assistida (FIV), que, na opinião do chefe do departamento de saúde, George Golukhov, ajudará a aumentar os índices de nascimentos em Moscou.

Já a anunciada venda de medicamentos isentos de prescrição médica em supermercados não será implantada por enquanto.

O Ministério da Saúde mostrou-se totalmente contra isso, chegando à conclusão de que a venda de medicamentos não sujeitos a receita nas redes de comércio aumentará os riscos de comercialização de produtos sem qualidade, falsificados e adulterados, podendo levar a um aumento descontrolado de preços.

 

Publicado originalmente pela Gazeta.ru

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