Governo de Moscou criará programa de ensino de inglês para médicos

Foto: TASS

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Além de preparar profissionais para o atendimento a estrangeiros, medida colocará instituições de saúde de Moscou em conformidade com padrões internacionais.

O governo de Moscou desenvolverá programas de metas para a formação na área da medicina que incluam o conhecimento de idiomas estrangeiros em alto nível pelos médicos.

Segundo o projeto para a criação do Centro Financeiro Internacional, elaborado pelo Ministério das Finanças, a medida é necessária para que Moscou se transforme em um centro financeiro internacional.

De acordo com Leonid Pechatnikov, vice-prefeito de Moscou em assuntos de desenvolvimento social, está sendo planejada a abertura da Universidade de Moscou para o aperfeiçoamento de médicos para a próxima primavera.

“Um dos itens importantes de sua criação é uma forte cadeira de língua inglesa”, salientou o funcionário.

Já o Ministério das Finanças pediu ao Conselho Municipal para inserir algumas alterações no programa de cinco anos de Saúde Urbana e propor novos critérios para a seleção de participantes dos programas de metas do Departamento de Saúde para a formação em medicina.

Uma parte importante dos planos de formação e requisitos para os graduandos deverá ser um nível avançado de conhecimento de idioma estrangeiro para que os médicos de Moscou possam oferecer para os visitantes estrangeiros serviços na área da medicina em nível adequado. 

Pechatnikov assinalou que Moscou já está desenvolvendo um projeto para a criação de uma universidade especial com esta finalidade.

“Nela estão previstos diversos idiomas, mas o básico, claro, é o inglês”, disse ele, sem definir quantos anos levarão os estudos na universidade.

“Os médicos que hoje falam inglês aprenderam por iniciativa própria, para sua própria informação”, informou Pechatnikov.

“Se quisermos que os nossos médicos falem inglês, como se faz em toda a Europa, precisaremos melhorar a educação escolar e universitária. A educação universitária, porém, é uma competência federal. Então tudo o que Moscou pode fazer é dedicar-se à otimização profissional e linguística.”

De acordo com o vice-prefeito, hoje existem “três principais hospitais onde, se nem todos falam inglês, pelo menos existem tradutores.”

“Para fornecer serviços médicos abrangentes para estrangeiros em uma instituição, no entanto, todos devem falar inglês”, diz Pechatnikov.

“À medida que o número de estrangeiros em Moscou cresce, acreditamos que o próprio mercado levará a administração das clínicas a atrair médicos que falem inglês”, completou.

Padrões internacionais

O Ministério das Finanças também quer adaptar os serviços médicos russos para os padrões internacionais.

Atualmente, Moscou conta somente com uma clínica com certificação quanto a conformidade com as normas internacionais.

De acordo com os planos do Conselho Municipal, o número deverá subir para dois em 2015  três em 2016.

“A certificação internacional é voluntária, mas, em todo o mundo, se a clínica não passa por uma certificação, ninguém quer ser tratado lá", observou o vice-presidente da Comunidade Médica da Rússia, Yuri Komarov.

“A acreditação confirma o nível de serviços médicos e afeta a relação entre os expatriados e o estabelecimento; os estrangeiros estão acostumados com isso.”

Sobre o aprendizado do idioma pelos profissionais russos, Komarov acredita que “o inglês é necessário para os nossos médicos independentemente do fato de haver estrangeiros tratando-se aqui.”

“Cerca de 85% de todo o volume de informações internacionais referentes à medicina é produzido em inglês. O National Institute for Health and Clinical Excellence desenvolve diretrizes para as recomendações clínicas em inglês. Por isso a língua inglesa deve ser considerada como uma elevação do nível profissional dos médicos, não como um serviço para estrangeiros.”

Para Sergey Lazarev, vice-presidente da Organização na Integração de Centros e Clínicas Médicas Privadas, será mais fácil ensinar inglês para jovens profissionais ou estudantes, atualmente na faculdade.

“Os médicos com grande experiência sofrem fortes exigências e são muito ocupados para estudar idiomas”, disse Lazarev.

Publicado originalmente pelo jornal Izvéstia

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