Estado-Maior pede a ministro da Defesa para criar centro de operações especiais

Foto: mil.ru

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De acordo com o projeto, o COE (Comando de Operações Especiais) deve incorporar o grupo de comandos Senej, do Ministério do Interior, uma brigada de forças especiais de um dos Comandos Militares de área, um esquadrão de helicópteros da cidade de Torjok, na região de Tver, e um esquadrão de aviões de carga IL-76 baseado no aeródromo de Migalovo, nos arredores da cidade de Tver, a 180 km de Moscou.

Um grupo de altos oficiais do Estado-Maior e do Departamento Geral de Informações Militares (GRU, na sigla em russo) pediu ao novo ministro da Defesa da Rússia, Sergei Choigu, para decidir, o mais rápido possível, sobre a criação de um COE (Comando de Operações Especiais) no país. Uma alta fonte do ministério disse ao jornal Izvéstia que os autores do projeto pediram uma audiência com o novo ministro.

"Em outubro passado, o então ministro Anatóli Serdiukov rejeitou esse projeto por considerá-lo desnecessário", disse a fonte.

De acordo com o projeto, o COE deve incorporar o grupo de comandos Senej, do Ministério do Interior, uma brigada de forças especiais de um dos Comandos Militares de área, um esquadrão de helicópteros da cidade de Torjok, na região de Tver, e um esquadrão de aviões de carga IL-76 baseado no aeródromo de Migalovo, nos arredores da cidade de Tver, a 180 km de Moscou.

"O objetivo de criar esse centro foi fixado já em 2008", disse a fonte.

O COE terá a seu cargo o cumprimento de missões tão complicadas como, por exemplo, a libertação de reféns em território hostil, evacuação de cidadãos russos de regiões de conflito e combate a unidades paramilitares ilegais. Em uma guerra em grande escala, os comandos serão usados para destruir a liderança política e militar do inimigo, suas instalações estratégicas, centros de comunicação, lançadores de mísseis nucleares etc.

O projeto se baseia na experiência de França, Reino Unido, Alemanha e EUA. A principal unidade operacional do COE será o grupo de comandos Senej, enquanto a brigada de forças especiais e aeronaves irão executar missões de apoio, transporte e desembarque. Segundo a fonte ouvida pelo Izvéstia, de fato, o COE já existe. O esquadrão de helicópteros de Torjok participa há já quatro anos de todos os exercícios militares que envolvem o grupo de comandos Senej. O mesmo pode ser dito sobre aviões de carga que levam unidades especiais para locais de missão de combate.

"Ainda não há nada decidido sobre qual das unidades especiais do Exército será convocada: ou uma brigada de forças especiais de Tambov ou uma das duas brigadas do Comando Militar do Sul. A brigada de Tambov fica mais perto, enquanto os ‘sulistas’ têm uma experiência de combate mais rica. Todas essas unidades estão completas, possuem grupos de proteção química, assim como equipes de engenharia, logística e comunicações", adiantou o oficial.

"A união de várias unidades especiais sob um único comando permitirá melhorar a coordenação de operações e melhor organizar seu treinamento", completou.

Segundo integrantes das forças especiais do Exército, o COE deve incorporar todas as unidades de forças especiais e não grupos de comandos isolados.

"Além do grupo Senej, temos ainda sete brigadas de forças especiais do Exército, quatro brigadas de reconhecimento da Marinha, um regimento especial de infantaria paraquedista, grupos de operações psicológicas e outras unidades especiais. O que fazer com eles? No Reino Unido e na França, um COE agrupa todas as unidades especiais", disse um oficial de uma das brigadas de forças especiais em entrevista ao Izvéstia.

O cientista militar Anatóli Matveichuk apoia os planos do Estado-Maior.

"Os comandos resolvem não só problemas puramente militares, mas também problemas políticos e econômicos. Por isso, devem ser uma estrutura completamente autônoma. Não vale a pena unir todas as forças especiais de uma só vez sob um único comando. Isso pode ser feito aos poucos à medida que o COE for acumulando experiência prática", disse o cientista.

Na sua opinião, o COE deve ser subordinado diretamente ao comandante supremo e não ao ministro da Defesa ou ao Estado-Maior.

A Íntegra do artigo em russo está disponível em: http://izvestia.ru/news/540120 ixzz2DPoez8Vj

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