FBI libera arquivos sobre filha de Stálin

O FBI (agência federal de polícia e investigação norte-americana) manteve marcação cerrada em torno da filha única do ditador soviético Iossif Stálin depois de ela ter fugido para os EUA em 1967, de acordo com documentos revelados nesta segunda-feira (19).

Os arquivos foram liberados para a agência de notícias norte-americana Associated Press (AP), mediante solicitação com base na lei da liberdade de informação.

Segundo a agência, os documentos mostram que o FBI tentava obter informações para perceber como a chegada de Lana Peters nos EUA estava afetando as relações internacionais na época.

Peters, conhecida como Svetlana Alliluieva antes de sua deserção, morreu no ano passado aos 85 anos de idade, em uma casa de repouso no estado de Wisconsin, região centro-oeste dos Estados Unidos.

Os arquivos do FBI contêm principalmente memorandos e reportagens do final dos anos 1960. Um documento de 1967 descreve, por exemplo, a conversa com uma fonte confidencial, segundo a qual a fuga de Peters teria um “efeito profundo” sobre os outros, considerando seu deslocamento do bloco soviético.

Publicado originalmente pela agência RIA Nóvosti

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