Túmulo do líder mongol Gêngis Khan pode estar na Rússia, dizem historiadores

Gêngis Khan Ilustração: wikipedia.org

Gêngis Khan Ilustração: wikipedia.org

Hipótese é compartilhada por outros cientistas; segundo Elena Boikova, maioria dos historiadores se inclina para a hipótese de que Gênsis Khan era natural de Saiano-Altai, no território da atual Tuva, ou de uma zona do noroeste da Mongólia, perto do lago Hubsugul, onde moram os tuvanos étnicos.

O túmulo do líder mongol Gêngis Khan deve ser procurado em Tuva. A hipótese, lançada por Nikolai Abaev, doutor em ciências históricas e professor catedrático da Universidade de Tuva, é compartilhada com outros cientistas.

"A questão sobre o túmulo de Gênsis Khan pode ser colocada de forma mais vasta. É necessário relacioná-la com a sua pátria, onde, segundo a tradição, o túmulo pode se encontrar. A maioria dos historiadores se inclina para a hipótese de que Gênsis Khan era natural de Saiano-Altai, no território da atual Tuva, ou de uma zona do noroeste da Mongólia, perto do lago Hubsugul, onde moram os tuvanos étnicos. Tudo indica que sua pátria histórica se encontra no território ocupado há tempos por tuvanos", diz a historiadora Elena Boikova.

Divergências

Há vários anos que o local da última estada Gêngis Khan se tornou objeto de pesquisas e debates científicos em diferentes países.

Na Mongólia, considera-se que o seu túmulo se encontre em algum lugar no norte da cidade de Ulan Bator, capital do país. Segundo diz a lenda, ele teria sido enterrado no monte Burhan-Haldun, para onde, nos anos 1990, se dirigiram expedições dos EUA e do Japão, que nada encontraram.

Já cientistas chineses insistem que o túmulo fica em território da China, perto da fronteira com a Mongólia e ao pé dos montes de Altai. O principal argumento defendido por participantes da expedição da vila de Urumtchi é o fato de ter passado exatamente por aí um itinerário das tropas de Gêngis Khan que se dirigiram ao Império Tangut.

Este Estado, situado no norte da China, acabou por cair em 1227 e foi durante essa incursão que o próprio Gêngis Khan morreu.Boikova contesta a tese dos cientistas chineses. Para ela, tal hipótese requer argumentos de mais peso.

"Creio que os chineses têm, além de um interesse cientifico, outro político em relação a um imperador tão venerado. Assim, Pequim procura demonstrar ao seu vizinho quem é que mantém uma liderança incontestável nessa região", diz Boikova.

Há mais um fato para comprovar a hipótese russa. Uma lenda diz que a proteção da localidade onde Gêngis Khan foi enterrado foi confiada a um contingente de 1.000 guerreiros tuvanos, que, por esta razão, foram isentos do serviço militar obrigatório. Estes soldados são os antepassados dos tuvanos contemporâneos.

Publicado originalmente no site da rádio Voz da Rússia

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