Universidade Lomonosov lidera ranking inédito das melhores universidades russas

Foto: RIA Nóvosti / Ramil Sitdikov

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Estudo realizado pela agência de classificação Expert-RA comparou as instituições nacionais utilizando mais de 40 indicadores, entre os quais qualidade do ensino, demanda no mercado de educação, demanda por seus graduados no mercado de trabalho, nível de atividade científica e pesquisa e infraestrutura.

A Universidade Lomonosov de Moscou lidera o primeiro ranking de universidades elaborado na Rússia.

Logo atrás seguem a Universidade Tecnológica Nikolai Bauman, de Moscou, a Universidade Estatal de São Petersburgo, o Instituto de Física e Tecnologia de Moscou e a Universidade Escola Superior de Economia.

No ano letivo 2011/2012, nenhuma universidade russa ficou entre as 200 melhores do mundo de acordo com o ranking britânico Times Higher Education. A Universidade Lomonosov ocupou apenas a 216ª posição. Como contrapartida, o ministro da Educação russo, Dmíitri Livanov, propôs que o país elaborasse seu próprio ranking internacional.

Segundo a imprensa, o primeiro estudo feito pelas agências de classificação russas poderá surgir já no início de 2013. O ministro acredita que, nos próximos anos, pelo menos cinco universidades russas devem chegar ao top 100 das principais classificações internacionais.

A Universidade Lomonosov lidera ainda a lista dos estabelecimentos de ensino mais caros do país. O Instituto de Relações Internacionais e a Escola Superior de Economia ocupam a 2º e a 3º posição, respectivamente.

O estudo realizado pela agência de classificação Expert-RA comparou as universidades nacionais utilizando mais de 40 indicadores, entre os quais qualidade do ensino, demanda no mercado de educação, demanda por seus graduados no mercado de trabalho, nível de atividade científica e pesquisa e infraestrutura. A informação é de um comunicado divulgado no site da agência.

"Estamos satisfeitos com a colaboração das instituições. Recebemos dados de 116 das 130 universidades abrangidas pelo estudo. Além disso, realizamos um pesquisa por questionário com quatro mil pessoas, entre representantes da comunidade acadêmica e científica, estudantes e ex-alunos", disse Aleksêi Khódirev, analista da agência.

O comunicado esclarece também que o estudo não descobriu uma ligação entre a fusão de estabelecimentos de ensino e o aumento de sua competitividade.

"Dos 20 maiores estabelecimentos de ensino superior do país, apenas sete universidades, das quais três federais, estão no grupo de 20 líderes", diz o comunicado.

O comunicado afirma ainda que os egressos dos cursos superiores em áreas de tecnologia são mais cobiçados no mercado de trabalho do que os profissionais na área de gestão, economia e ciências humanas.

Originalmente publicado pelo Gazeta.ru

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