Filme brasileiro é premiado em festival de cinema na Rússia

Entrego do prêmio no final do festival. Foto: kinofest.org

Entrego do prêmio no final do festival. Foto: kinofest.org

"Colegas", de Marcelo Galvão, ganhou o prêmio de melhor longa-metragem na sexta edição do Festival Internacional de Cinema "Quebrando Barreiras", que aconteceu entre os dias 9 e 12 de novembro em Moscou e foi dedicado às pessoas com deficiência.

O filme brasileiro "Colegas", de Marcelo Galvão,  ganhou o prêmio de melhor longa-metragem na sexta edição do Festival Internacional de Cinema "Quebrando Barreiras", que aconteceu entre os dias 9 e 12 de novembro em Moscou e foi dedicado às pessoas com deficiência.

"Colegas" narra a história de três amigos com síndrome de Down que fogem de um internato especial para ter a melhor aventura de suas vidas. No filme, os protagonistas parecem mais engenhosos do que as pessoas a seu redor quando roubam uma loja e chegam sozinhos a Buenos Aires. Seu único motivo é a busca da felicidade.

Segundo Galvão, seu objetivo com o longa era contar uma história de adolescentes com síndrome de Down de maneira divertida e não no contexto de um problema doloroso. Para o filme, o diretor brasileiro disse ter se inspirado na história de seu tio.

"Meu tio tinha síndrome de Down. Ele era filho tardio, o décimo na família. Infelizmente, seus pais faleceram sem conseguir lhe dar a educação e o carinho necessários e ele foi enviado a um internato especial. Mais tarde, dividia com frequência suas recordações comigo", diz Marcelo Galvão.

"O filme se chama ‘Colegas’ porque assim se tratavam mutuamente os alunos do internato onde meu tio vivia. O tempo que estive com ele foi ótimo. Dedico esse filme a ele", acrescenta o diretor.

Mais Brasil

A presença brasileira no Festival de Cinema em Moscou não se esgotou com a exibição de “Colegas”. O ator Deto Montenegro, que interpretou um policial no longa, ministrou uma aula master. Em seu teatro em São Paulo, Deto realiza, há mais de três anos, espetáculos para crianças com síndrome Down. Moscou tem um espaço semelhante, o Teatro das Almas Simples.

"Tive a oportunidade de ver mais uma vez que na arte não há barreiras. Como explicar que, após cinco minutos de treinamento, as crianças russas com síndrome de Down reagissem, sem a ajuda de um intérprete, quando eu gritava para elas em português: ‘Corte, ação’?. É disso que mais gosto em meu trabalho: ver como as crianças começam a perceber sua identidade e a gostar de si mesmas ", disse Deto.

Todos os direitos reservados por Rossiyskaya Gazeta.