Rússia ajudará a investigar morte de Arafat

Foto: Reuters/Vostock Photo

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Equipe internacional vai averiguar suposto assassinato de ex-líder palestino. Nova suspeita foi levantada a partir da descoberta de veneno radioativo em roupas de Yasser Arafat.

Peritos franceses e suíços vão exumar o corpo de Arafat no final deste mês em nova uma tentativa de descobrir a real causa de sua morte. A decisão foi tomada depois de um documentário da rede de televisão Al Jazeera, veiculado em julho passado, sugerir que o ex-líder palestino foi assassinado com uso de um veneno radioativo.

“Estamos trabalhando em parceria com os peritos franceses e suíços, e também com auxílio do governo russo”, disse o atual líder palestino, Mahmoud Abbas, durante uma celebração do oitavo aniversário da morte de Arafat no último domingo (11).

Segundo fontes palestinas, Abbas pediu ajuda de Moscou ao chanceler russo Serguêi Lavrov durante negociações realizadas semana passada na Jordânia.

Três peritos criminais franceses deverão visitar o mausoléu de Arafat em Ramallah, capital da Cisjordânia, no próximo dia 20, seguidos por juízes de instrução.

O ex-guerrilheiro que liderou a campanha dos palestinos para criar um Estado próprio morreu em 2004, após treze dias internado em um hospital militar de Clamart, a sudoeste de Paris.

Veneno raro

Apesar de a suspeita em torno da morte de Arafat existir há muito tempo, o caso voltou às manchetes em julho passado, quando um instituto suíço afirmou ter descoberto altos níveis do elemento radioativo polônio-210 nas roupas de Arafat.

Os trajes foram fornecidos por sua viúva, Suha, que solicitou a exumação do corpo do marido.

Cabe lembrar que essa mesma substância radioativa foi usada em 2006 para assassinar o ex-oficial do Serviço Federal de Segurança, Aleksandr Litvinenko, em Londres.

Publicado originalmente pelo The Moscow Times

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