Rússia quebra recorde de exportação de óleo de girassol

Foto: flickr / El coleccionista de instantes.

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Vendas externas de óleo vegetal atingiram 1,8 milhão de toneladas na última temporada, contra as 1,1 milhões de toneladas de 2009; “Como o consumo doméstico de óleos vegetais está praticamente estagnado, as empresas nacionais intensificaram suas atividades no mercado internacional”, diz o diretor executivo do centro de análise SovEcon, Andrêi Sizov.

Uma safra recorde de girassol no ano passado fez com que  as usinas produtoras de óleo vegetal russas quebrassem o recorde de exportação de óleo da planta, alcançado há três anos.

Na última temporada, as vendas externas de óleo vegetal atingiram 1,8 milhão de toneladas, contra 1,1 milhão de toneladas em 2009.

“Como o consumo doméstico de óleo vegetal está praticamente estagnado, as empresas nacionais intensificaram suas atividades no mercado internacional”, disse o diretor executivo do centro de análise SovEcon, Andrêi  Sizov.

Em 2011, foram colhidas 9,7 milhões de toneladas de girassol, 1,1 milhão de toneladas de colza e 1,8 milhão de toneladas de soja na Rússia.

Como resultado, na temporada terminada em 30 de setembro, as usinas nacionais de extração de óleo produziram 4,2 milhões de toneladas de óleo, um milhão a mais do nível recorde estabelecido na temporada de 2008/2009, disse Sizov à RBC daily.

Apesar de uma ligeira baixa na produção bruta de oleaginosas em relação ao ano passado, a expectativa é de que a safra seja a segunda maior da história do país.

Segundo estimativas do SovEcon, o país deve colher cerca de cerca de 7,6 milhões de toneladas de girassol. Como resultado, os preços das sementes   baixaram 10%, para 16,9 mil rublos (cerca de US$ 530) por tonelada, no período de final de setembro a meados de outubro.

O óleo vegetal também teve uma queda de 12% no preço no período de final de agosto a meados de outubro. O potencial de redução dos preços ainda não está totalmente esgotado, afirma Sizov. Outro fator negativo para o mercado russo é o declínio nos preços mundiais das oleaginosas.

Mercado internacional

Sizov prevê, no entanto, a diminuição das vendas externas na próxima temporada devido à redução na colheita. Mesmo assim, o especialista não descarta novos recordes no futuro, apesar da deterioração gradual da conjuntura para a indústria nacional de extração de óleo devido à adesão do país à OMC (Organização Mundial do Comércio).

De acordo com um operador da bolsa de valores, os principais mercados para os óleos vegetais russos são os países da CEI (Comunidade de Estados Independentes), Oriente Médio e alguns países europeus. As exportações de óleo vegetal engarrafado irão crescer, embora, para tanto, sejam necessários investimentos e marketing ativo.

Segundo uma fonte da indústria, a Rússia pode ampliar a gama de seus produtos com novos tipos de óleos, como o de linho e de camelina. Para isso, é preciso aumentar a produção dessas culturas, o que exige trabalho para a seleção genética das plantas.

Originalmente publicada no site do RBC Daily

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