Cruzeiro ao Polo Norte a bordo de quebra-gelo nuclear

O primeiro cruzeiro turístico ao Polo Norte foi realizado em agosto de 1990 a bordo do quebra-gelo atômico “Rossiya” Foto: Itar-Tass

O primeiro cruzeiro turístico ao Polo Norte foi realizado em agosto de 1990 a bordo do quebra-gelo atômico “Rossiya” Foto: Itar-Tass

Maior do que um campo de futebol, navio russo oferece todas as comodidades em viagem rumo ao extremo norte do planeta. O carro-chefe da frota de quebra-gelos nucleares da Rússia, o “50 let Pobédi” (“50 anos da Vitória”, em português) realizou cinco cruzeiros turísticos pelo Polo Norte durante o último verão no hemisfério.

A única maneira de navegar tranquilamente pelo Polo Norte é a bordo do barco de expedição mais poderoso, sofisticado e rápido do mundo: o “50 let Pobédi”. Nenhuma outra embarcação pode se comparar a ele.

Além de ser maior que um campo de futebol, possui dois reatores nucleares que geram 75 mil cavalos de potência, três vezes mais que qualquer outro navio de passageiros. O casco também é único entre as embarcações de sua classe: navega com facilidade entre camadas espessas de gelo a uma velocidade de 20 nós.

O primeiro cruzeiro turístico ao Polo Norte foi realizado em agosto de 1990 no quebra-gelo atômico “Rossiya”, sob o comando do capitão Anatóli Lamekhov. Depois disso, diferentes tipos de navios já visitaram o Polo Norte em inúmeras ocasiões.

Mas os quebra-gelos russos fizeram 67 cruzeiros turísticos e são líderes indiscutíveis em viagens tanto de turismo como científicas. O navio atômico “50 le Pobédi”, por exemplo, já esteve 12 vezes no Polo Norte.

De acordo com fontes diversas, os cruzeiros turísticos ao Polo Norte são muito populares não só entre os russos, mas também atraem estrangeiros. As viagens a bordo do poderoso “50 le Pobédi” são aconchegantes e oferecem muitas comodidades.

As refeições são abundantes, o serviço é profissional e amigável, além de possuir um ambiente bastante agradável. A bordo, há uma piscina aquecida, sauna, sala de ginástica, quadra de vôlei e um auditório. Há também uma biblioteca com livros e DVDs.

Os passageiros costumam se reunir no salão principal do navio, onde, em meio a lanches e bebidas, comentam sobre a jornada com os outros passageiros e membros da expedição. A atmosfera é geralmente descontraída e informal.

Durante a viagem, os turistas chegam até 90 graus de latitude norte. Ao fazê-lo, comemoram o evento com um churrasco sobre o gelo e uma dança sobre o ponto onde estão marcados os 90 graus. Os mais corajosos se atrevem a nadar no Oceano Ártico. 

No retorno, os turistas têm a oportunidade de fazer um pouso de helicóptero sobre as ilhas do arquipélago ártico de Terra de Francisco José e apreciar a beleza do extremo norte.

A principal qualidade desses cruzeiros é que eles nunca são exatamente iguais. Isto é, as embarcações não atravessam os mesmos caminhos devido a questões climáticas, condições de gelo etc. Por outro lado, a única desvantagem dessas viagens fantásticas é o preço exorbitante que, às vezes, parece ter perdido o rumo.

 

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