Minissubmarino é utilizado em perfurações no Ártico

O minissubmarino russo Lochárik. Foto: TASS

O minissubmarino russo Lochárik. Foto: TASS

Resultados serão o núcleo do pedido da Rússia à ONU para estender sua plataforma continental, que foi indeferido anteriormente por falta de amostras geológicas, diz fonte ligada ao governo

O minissubmarino russo Lochárik foi mobilizado para ajudar nos trabalhos de perfuração submarina da expedição Ártico 2012.

A expedição examinou as cordilheiras submarinas Lomonosov e Mendeleev e perfurou três poços em dois locais para colher amostras de solo.

Uma fonte do Ministério da Defesa da Rússia afirmou que, segundo o ministério do Meio Ambiente, as cordilheiras possuem reservas de petróleo e gás de mais de 5 bilhões de toneladas de óleo equivalente.

A mesma fonte disse ao jornal Izvéstia que o minissubmarino ajudou a corrigir o trajeto das perfurações realizadas pelos navios quebra-gelos "Kapitan Dranítsin" e "Dixon", que buscam definir o limite exterior da plataforma continental da Rússia.

"Como resultado deste trabalho, obtivemos uma enorme quantidade de material geológico. Coletamos mais de 500 kg de fragmentos de rochas para classificação”, disse a fonte.

“Os resultados da expedição irão constituir o núcleo do pedido da Rússia à ONU (Organização das Nações Unidas) para estender sua plataforma continental. O pedido anterior foi indeferido por falta de amostras geológicas."

Trabalho

Dotado de um reator nuclear e casco de titânio, o minissubmarino pode permanecer imerso por mais tempo que os aparelhos alimentados por bateria. Para este trabalho, o Locharik atuou por vinte dias a uma profundidade de 2,5 km a 3 km.

O Locharik é transportado preso ao fundo de um submarino estratégico adaptado do projeto 667 Kalmar.

"A demanda de tais minissubmarinos é grande. Na Rússia, só as estações de águas profundas Mir, além do Locharik, são capazes de operar a uma profundidade de 2 a 3 km. Na expedição anterior, dirigida por Artur Chilingarov, foram usadas duas estações Mir. O Locharik foi utilizado agora pois a Mir não tem autonomia suficiente para permanecer imersa durante um longo período", esclareceu a fonte.

Enquanto a estação Mir funciona com baterias com autonomia de até 72 horas, o reator nuclear do Locharik garante sua operação autônoma por vários meses.

“As estações Mir têm um número de funções limitado e não estão adaptadas para levar equipamentos extra de batometria [que medem profundidades marítimas]", explicou o representante do Ministério da Defesa russo.

O Lochárik tem espaço para descanso da tripulação, uma cozinha e um sistema de regeneração do ar e água semelhante aos instalados nas estações espaciais.

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