Uralkali corta 7% da produção em 2012

Uralkali mantém os planos de aumentar a capacidade de produção para 13 milhões de toneladas até o final de 2012.Foto: Divulgação

Uralkali mantém os planos de aumentar a capacidade de produção para 13 milhões de toneladas até o final de 2012.Foto: Divulgação

Diante da instabilidade econômica dos seus principais consumidores, China e Índia, Uralkali se vê obrigada a reduzir 7% de sua produção neste ano. Maior fabricante de fertilizantes de potássio do mundo reviu a estimativa de produção de 10 para 9,3 milhões de toneladas.

Na última sexta-feira (19), o diretor de marketing e vendas da Uralkali, Oleg Petrov, informou ao jornal russo “Kommersant” que a empresa reduzirá a produção de potássio em 700 mil toneladas no quarto trimestre de 2012.

A decisão se deve sobretudo à condição desfavorável nos mercados da China e da Índia. A redução da demanda na Índia é, segundo Oleg Petrov, reflexo das mudanças políticas no governo do país e da desvalorização da moeda nacional. “Já na China, o consumo está diminuindo por fatores”, acrescenta.

A Uralkali esperava fechar os contratos com a Índia e a China em outubro e novembro. Porém, embora Petrov acredite que novos acordos com a Índia serão assinados até o final do ano, no caso da China, onde há demanda por um desconto substancial, os contratos poderão ficar apenas para o início de 2013.

Além desse dois países, também se observa uma redução do consumo em outros mercados mundiais devido a fatores sazonais.

“Trata-se de uma situação temporária e anômala, mas enxergamos ótimas perspectivas para 2013 nos principais mercados”, disse Petrov. “Acho que com o tempo isto será chamado o fenômeno de 2012.”

“Cabe lembrar que o uso médio anual da capacidade de produção [nível máximo de atividade que pode ser alcançado] não ultrapassa 80%”, declarou também o diretor financeiro da empresa Víktor Beliakov.

A Uralkali mantém os planos de aumentar a capacidade de produção para 13 milhões de toneladas até o final de 2012 e ampliá-la em mais um milhão nos próximos 12 a 18 meses.


Publicado originalmente pelo jornal Kommersant

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