Estudo sugere ausência de vida no Vostok

Análise das primeiras amostras de água coletadas no lago primitivo Vostok, na Antártida, comprovou a quase inexistência de micro-organismos nas águas e, portanto, uma possível ausência de seres vivos. O resultado preliminar foi apresentado pelo chefe de grupo de especialistas do Laboratório de Genética dos Eucariotos do Instituto de Física Nuclear de São Petersburgo, Serguêi Bulat.

Clique para abrir o Infográfico

Desde quechegaram ao lago Vostok, em fevereiro de 2012, os cientistas russos buscam encontrar micro-organismos primitivos que tenham conseguido se adaptar à escuridão eterna do lago subglacial. Suas águas se mantiveram isoladas do resto do planeta por milhões de anos sob uma camada de gelo de 4 km de espessura.

Os resultados preliminares da pesquisa foram apresentados durante a 12° Workshop Europeu de Astrobiologia, em Estocolmo. Os cientistas submeteram os micro-organismos das amostras à análise genética e calcularam que sua concentração era inferior a 10 por mililitro e que provavelmente muitos dos micróbios encontrados sequer nativos eram.

Segundo os especialistas, três dos quatro tipos de micro-organismos identificados durante a análise genética haviam penetrado na água a partir do óleo de silicone usado durante os trabalhos de perfuração. O quarto tipo é desconhecido, embora supostamente ligado à mesma substância.

Suspensos em fevereiro passado, os trabalhos de perfuração serão retomados em dezembro de 2012.

Serguêi Bulat espera poder obter amostras puras da água congelada no poço, mas elas deverão chegar a São Petersburgo só em maio de 2013, quando a expedição antártica retornar à cidade.

Bulat acredita que, mesmo se micróbios não forem encontrados nas camadas superiores do lago, eles poderiam ser descobertos nos sedimentos no fundo do lago.

O cientista havia dito anteriormente que no lago Vostok só podem viver organismos vivos, completamente novos e desconhecidos pela ciência, bem como capazes de existir em uma concentração altíssima de oxigênio.

Publicado originalmente pela agência RIA Nóvosti

Todos os direitos reservados por Rossiyskaya Gazeta.