Integrante do Pussy Riot é libertada da prisão

Foto: AP

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O Tribunal Municipal de Moscou concedeu, nesta quarta-feira (10), liberdade condicional a Ekaterina Samutsévitch, uma das três integrantes do grupo punk Pussy Riot. Nadejda Tolokonnikova e Maria Aliókhina continuarão cumprindo a pena de dois anos.

A advogada de Samutsévitch, Irina Khrunova, afirmou que sua cliente não tinha participado do protesto. Ela argumentou que os seguranças da Catedral de Cristo Salvador, onde o grupo realizou a polêmica oração punk , foi contida e levada para fora do templo antes que pudesse se juntar às outras.

“Nos alegra que Ekaterina tenha sido libertada, mas não conseguimos entender no que seu papel se difere do das demais”, declarou o advogado de Tolokonnikova, Mark Feiguin, após ter conhecimento da nova sentença.

Feiguin também ressaltou que a defesa vai apelar ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos e acusou o presidente Vladímir Putin de “influenciar de maneira ilegal” no processo por meio dos comentários feitos recentemente à imprensa.

O primeiro-ministro Dmítri Medvedev, por sua vez, sugeriu que as Pussy Riot fossem liberadas e qualificou a pena como “improdutiva”.

No dia 17 de agosto, as três integrantes do grupo punk foram condenadas a dois anos de prisão pelo protesto realizado na Catedral de Cristo Salvador, em Moscou. Desde então, o caso ganhou a atenção da imprensa internacional e gerou diversas críticas ao Kremlin.

Baseado em informações da agência de notícias RIA Nóvosti

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