Gazprom cancela exploração de plataforma continental ártica

Foto: Greenpeace.

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Petrolífera russa adiou o início das operações de extração de petróleo na plataforma flutuante Prirazlômnaia devido à segurança ecológica. Ambientalistas do Greenpeace que bloquearam a plataforma em agosto acreditam que a decisão tenha sido tomada após intervenção do Ministério da Natureza da Rússia. Gazprom pode ter perdido mais de US$ 200 milhões, segundo especialistas.

A petrolífera russa Gazprom adiou para o terceiro trimestre de 2013 o início da exploração da plataforma Prirazlômnaia, localizada no Mar de Pechora, a sudeste do Mar de Barents. 

De acordo com a agência de notícias Reuters, a empresa não iniciará a exploração na plataforma flutuante antes de receber garantias de que é seguro trabalhar no local.

As reservas da plataforma Prirazlômnaia chegam a 72 milhões de toneladas de petróleo. A Gazprom planeja extrair 6,6 milhões de toneladas por ano.

Segundo o diretor do Greenpeace russo para o ártico, Vladímir Tchuprov, a decisão da Gazprom foi influenciada pelo Ministério da Natureza russo. 

“O ministro prometeu que o governo dará atenção especial ao projeto Prirazlômnaia. A inspeção encontrou oito violações que não permitem começar a perfuração”, diz Tchuprov.

A Gazprom já investiu mais de US$ 4 bilhões no projeto Prirazlômnaia. Andrêi Polischuk, analista do banco Raiffeisen, acredita que a empresa não deixará o projeto. 

“A petrolífera já investiu muito dinheiro nessa plataforma, e os trabalhos já estão quase finalizados. O atraso de um ano pode custar mais de US$ 200 milhões para a Gazprom”, arremata Polischuk.

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