Governo planeja retomar produção de barcos voadores

Após os excelentes resultados da 9º edição do Salão Internacional de Hidroaviões, realizada na semana passada em Guelendjik, no litoral do mar Negro, governo russo decide retomar a produção de barcos voadores.

Barcos voadores na URSS 

O evento bateu recorde de público e foi marcado por uma declaração positiva do ministro da Indústria e Comércio da Rússia, Denis Mantúrov.

“Pretendemos estimular a produção de barcos voadores para o transporte de cargas pesadas a grandes distâncias”, disse o ministro.

Já nos tempos soviéticos


Durante a Guerra Fria, o barco voador “Lun”, apelidado pela imprensa internacional de “monstro do mar Cáspio”, foi uma das mais notáveis realizações da indústria de guerra soviética.

Praticamente invisível aos radares e aos mísseis antinavios, o barco voador era um projeto muito promissor. Mas a morte do construtor-geral e, mais tarde, o colapso da URSS puseram um ponto final nos planos de desenvolvimento dos WIG no país.

Os barcos voadores são aeronaves de efeito solo (WIG, na sigla em inglês) ou aviões do tipo barco que voam a poucos metros acima da superfície da água ou da terra, a uma velocidade de mais de 500 km/hora.

Além de serem muito resistentes, possuem maior capacidade de transportar material do que as aeronaves de carga convencionais.

Embora a atual edição tenha apresentado somente barcos voadores civis pequenos (Ivolga e Aquaglide), o evento representou um passo importante para a retomada da produção dos aviões com asa em efeito solo no país.

Cabe lembrar que o Programa Federal de Desenvolvimento de Equipamentos Marítimos Civis prevê, entre 2009 e 2016, o financiamento no valor de aproximadamente US$ 283 milhões para desenvolver modelos de WIG.

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Barco voador Aquaglide

A 9º edição do Salão Internacional de Hidroaviões teve a participação de empresas da Áustria, Bélgica, Alemanha, Irã, Itália, França, Ucrânia e República Tcheca.

Barco voador Ivolga

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