“Sanções unilaterais ao Irã e Coreia minam esforços coletivos”

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros de Rússia, Serguêi Lavrov na Conferência sobre a Interação e as Medidas de Confiança na Ásia (CICA). Foto: mid.ru

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros de Rússia, Serguêi Lavrov na Conferência sobre a Interação e as Medidas de Confiança na Ásia (CICA). Foto: mid.ru

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguêi Lavrov, não vê outra alternativa a não ser uma solução negociada para os programas nucleares do Irã e da Coreia do Norte.

No Irã...


Os EUA, assim como uma série de outros países do Ocidente e Israel, suspeitam que o Irã está desenvolvendo armas nucleares sob a fachada de um programa atômico com fins pacíficos. Teerã não nega o enriquecimento de urânio a 20%, mas declara que o programa tem como único objetivo único atender às necessidades energéticas do país.

Desde 2003, o grupo dos seis mediadores internacionais, de que participam representantes da Rússia, Grã-Bretanha, China, EUA, França e Alemanha, juntamente com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), tentam obter do Irã a suspensão dos trabalhos de enriquecimento de urânio, pelo fato de representar uma ameaça ao regime de não proliferação nuclear.

Enquanto isso, na Coreia do Norte...


Em 2006 e em 2009, Pyongyang realizou testes de dois dispositivos nucleares explosivos, promovendo uma onda de sanções. Por enquanto, as negociações do grupo dos seis sobre o desarmamento nuclear da Coreia do Norte, com a participação de diplomatas da Rússia, EUA, Japão e Coreia do Sul, não surtiu efeitos.

Durante o encontro de ministros dos países participantes da Conferência sobre a Interação e as Medidas de Confiança na Ásia (CICA), Lavrov declarou que “entre os temas internacionais mais urgentes estão a situação do programa nuclear iraniano e a questão nuclear da península da Coreia do Norte”.

“Não enxergamos outra alternativa para solução dos problemas a não ser a via das negociações”, completou, ao afirmar que este o único caminho para conseguir que Teerã e Pyongyang ponham fim às preocupações da comunidade internacional.

Ainda segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, o aumento da tensão e as sanções unilaterais apenas minam os esforços coletivos.  

“Os riscos são grandes demais e é preciso renunciar imediatamente ao estabelecimento do confronto. E aqui a autoridade da CICA também pode desempenhar um papel benéfico”, acrescentou Lavrov.

Atualmente, quatro resoluções de sanções do Conselho de Segurança da ONU estão em vigor em relação ao Irã. Além disso, outras resoluções que exigem a garantia de total transparência no programa nuclear e a comprovação de seus fins exclusivamente pacíficos foram aprovadas de modo unilateral por uma série de países e organizações.

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