Cientistas vão estudar emissões de metano nos mares do Ártico

Expedição conta com apoio do centro de pesquisa Alasca-Fairbanks e da Universidade de Geórgia (EUA).Foto: Flickr/ Matty.

Expedição conta com apoio do centro de pesquisa Alasca-Fairbanks e da Universidade de Geórgia (EUA).Foto: Flickr/ Matty.

Uma expedição científica do Instituto Oceanológico do Pacífico da Academia de Ciências da Rússia, partiu, na última quinta-feira (6), do porto de Murmansk, a 200 km a norte do Círculo Polar Ártico, para estudar as emissões de metano nos mares do Ártico.

Segundo o chefe da expedição, Ígor Semiletov, a expedição irá estudar as emissões de metano nos mares do Ártico, especialmente no mar de Laptev.

Para obter evidências, a missão conta um equipamento geofísico moderno instalado a bordo do navio “Víktor Buinítski” que medirá o volume do metano liberado na atmosfera.

As expedições anteriores permitiram formular a hipótese de que o metano se libera durante a destruição de áreas submarinas do permafrost devido à mudança do clima, o que intensifica ainda mais os processos de aquecimento e provoca novas emissões de metano.

Esses estudos mostraram que grandes emissões do gás no Ártico podem ter consequências catastróficas para o clima da Terra. O metano é amplamente conhecido como um importante gás de efeito estufa que influencia a fotoquímica da atmosfera.

Originalmente publicado pela agência ITAR-TASS

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