Lavrov nega que Rússia priorize relações com Oriente

Ministro dos Negócios Estrangeiros fez discurso durante cúpula da Apec em Vladivostok, no Extremo Oriente do país. Foto: TASS

Ministro dos Negócios Estrangeiros fez discurso durante cúpula da Apec em Vladivostok, no Extremo Oriente do país. Foto: TASS

Em discurso durante cúpula da Apec, o ministro dos Negócios Estrangeiros também se disse disposto a continuar conversas sobre tratado de paz com Japão.

Moscou não prioriza suas relações com os países da Ásia em detrimento de seus contatos com o Ocidente, declarou o chanceler russo na cúpula do Apec (Fórum de Cooperação Económica Ásia Pacífico) nesta quarta-feira (5) em Vladivostok, no Extremo Oriente russo.

"Não se pode tratar de nenhuma reorientação de nossas políticas, porque nós, por destino, geografia, história e atividades de nossos antepassados, estamos voltados ao mesmo tempo para o Ocidente, o Oriente, o Sul e o Norte", declarou o ministro.

"É de nosso interesse aproveitar ao máximo a posição geológica, geopolítica e geoeconômica da Rússia, tanto mais que o desenvolvimento econômico e social da Sibéria e do Extremo Oriente é uma das prioridades do país", completou  Lavrov.

Ele também disse que a Rússia está disposta a discutir a questão da isenção de vistos com a maioria dos países da região asiática do Pacífico.

Ao se referir à facilitação de vistos entre os países do Apec, Serguêi Lavrov disse que empresários dos países integrantes do Apec já têm o regime de visto facilitado.

"Entre outras iniciativas, foi discutida a ideia de nosso colega indonésio de implantar um procedimento facilitado para ajuda humanitária e circulação do pessoal encarregado de lidar com as consequências de acidentes. Acho que essa ideia terá apoio, e que entendimentos necessários serão alcançados no âmbito do Apec", disse Lavrov.

Ainda de acordo com o chanceler russo, a Rússia está disposta a continuar o diálogo com o Japão sobre a conclusão de um tratado de paz que, entretanto, deve reconhecer a Carta da ONU.

"Um dos principais pontos de partida [para a continuação do diálogo] é a necessidade de observar a legalidade e, naturalmente, as realidades consagradas na Carta da ONU", disse Lavrov.

A Carta da ONU exige que os países signatários reconheçam a inviolabilidade das fronteiras estabelecidas após a Segunda Guerra Mundial.

Originalmente publicado em russo pelo jornal Vzgliad

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