Rússia dá adeus a mais um de seus imortais

Em 1979, Serguêi recebeu o Prêmio Kalinga Pela Popularização das Ciências, da Unesco Foto: ITAR-TASS

Em 1979, Serguêi recebeu o Prêmio Kalinga Pela Popularização das Ciências, da Unesco Foto: ITAR-TASS

Na última terça-feira (14), morreu, aos 85 anos, o físico e matemático russo Serguêi Petrovitch Kapitsa.

Filho do também físico Piotr Kapitsa, mundialmente famoso e ganhador do prêmio Nobel em 1978, Serguêi ficou conhecido por idealizar e apresentar um programa televisivo na TV Kultura chamado “Entre o óbvio e o incrível”.

Serguêi não escolheu ser físico. Com um pai vencedor do Nobel por invenções e descobertas,  aquele era seu destino.

Na vida profissional, foi pela TV que Serguêi se apaixonou. Seu programa “Entre o óbvio e o incrível” tratava de assuntos de ciências e tecnologia, destacando problemas filosóficos, culturais e psicológicos do progresso.

Seus últimos estudos, relacionados à importância matemática da demografia mundial, tratam dos modelos que definem as populações de cada país e traz uma estimativa do crescimento populacional nos próximos anos.

Kapitsa sempre discordou da proposição de que a ciência jamais poderá vencer a morte. Segundo ele, a imortalidade humana não se encontra na carne, mas sim nas coisas que cada um realiza.

Reportagem combinada com Rossiyskaya Gazeta e Lenta.Ru

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